Mãe tentou convencer o filho a se entregar, encontrou-o morto e hoje acolhe famílias atingidas pela violência na Penha
Destaques31/10/2026 às 08:00
]]> Mãe de homem morto na megaoperação da Penha tentou entregá-lo à polícia “Eu não consigo olhar para ali e não enxergar o meu filho ali”. O desabafo é de Tauã Brito, mãe de Wellington Brito, um dos 122 mortos na megaoperação nos Complexos da Penha e Alemão, no dia 28 de outubro de 2025. A confeiteira passou mais de 12 horas em busca do filho. Naquela manhã, saiu de casa na tentativa de encontrá-lo vivo e convencê-lo a se entregar à polícia, mas só encontrou o corpo durante a madrugada, na mata. Wellington estava entre as dezenas de mortos levados para a Praça São Lucas, na Penha. 📌Um ano da megaoperação: esta reportagem faz parte de uma série do g1 sobre os desdobramentos da ação realizada em 28 de outubro de 2025 nos complexos da Penha e do Alemão, com 122 mortos. Veja links para outras reportagens da série no fim da reportagem. Meses depois, em meio ao luto, ela decidiu criar um projeto para acolher outras mães que também perderam seus filhos em contextos de violência. O projeto Fênix, criado inicialmente com a intenção de oferecer oportunidades a jovens, passou a ser também um espaço de escuta para quem perdeu filhos e parentes e, muitas vezes, não encontra apoio para lidar com o luto. Tauã Brito Redes sociais O dia da operação Em entrevista ao g1, ela relatou que deixou a residência por volta das 8h e tentou chegar à área de mata onde acreditava que Wellington estava. Segundo ela, policiais fizeram disparos na direção dela para impedir que avançasse. Tauã afirma que só conseguiu entrar na região à noite, depois que os agentes saíram, e encontrou o corpo do filho por volta de 1h30 da madrugada seguinte. A mãe disse que Wellington estava com uma corda amarrada no braço. Ela questiona as circunstâncias da morte e afirma que o filho deveria ter tido a oportunidade de se entregar à polícia. A apuração das mortes ocorridas durante a operação está sob investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro e da Delegacia de Homicídios da Capital. Moradores levaram corpos da mata até uma praça Reprodução/Fantástico ✅ Siga o canal de notícias do g1 Rio no WhatsApp Além de cobrar respostas sobre a morte do filho, Tauã relata que passou a sofrer ameaças e intimidações.…
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