ANP faz maior leilão de blocos de exploração do pré-sal dos últimos 4 anos; organizações ambientalistas protestam
Destaques08/10/2026 às 00:54
]]> Leilão de pré-sal arrecada mais de R$ 3 bi A Agência Nacional de Petróleo fez o maior leilão de blocos de exploração do pré-sal dos últimos quatro anos. A ANP dividiu o leilão em duas partes. Pela manhã, foram oferecidos 13 blocos na área do pré-sal. Seis empresas arremataram sete blocos: três na Bacia de Campos e quatro na Bacia de Santos. As outras áreas não receberam propostas. Mesmo assim, foi o maior número de blocos arrematados na região do pré-sal desde 2022. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Pelo regime de partilha, vence quem oferece a maior fatia da produção de óleo para a União. O ágio médio foi 108% acima do mínimo previsto no edital. Além disso, o governo arrecadou R$ 530 milhões em bônus de assinatura, e as seis empresas vencedoras assumiram o compromisso de investir R$ 778 milhões. A Petrobras ficou com dois blocos. A produção de petróleo no Brasil deve continuar batendo recordes nos próximos anos, segundo o Instituto Brasileiro do Petróleo, o IBP. Mas o setor prevê que, a partir da próxima década, áreas do pré-sal devem entrar em declínio. Por isso, novos leilões são considerados fundamentais para manter os investimentos e sustentar a produção de petróleo e gás por mais tempo. ANP faz maior leilão de blocos de exploração do pré-sal dos últimos 4 anos Jornal Nacional/ Reprodução À tarde, foram leiloados 308 blocos para exploração em nove bacias sedimentares, tanto terrestres como marítimas. No regime de concessão, vence a disputa quem oferece ao governo o maior bônus de assinatura. O governo federal arrecadou mais de R$ 3 bilhões, a maior parte em oito blocos adquiridos pela Petrobras na Bacia de Campos. Entre as áreas fora do pré-sal, foi incluída a Bacia de Tacutu, na fronteira entre Roraima e a Guiana. Organizações ambientalistas protestaram. Em nota, o Observatório do Clima, que representa 170 organizações da sociedade civil, disse que "os setores terrestres no estado de Roraima estão na Amazônia, bioma que deveria ser a primeira e mais importante zona de exclusão de petróleo e gás". “A gente precisa ter sempre em mente a questão da segurança energética. Temos todo cenário internacional geopolítico. Repor…
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