Análise do celular de Vorcaro tem acesso restrito em gabinetes no STF; arquivo enviado pela PF tem 500 gigabytes
inicio19/09/2026 às 07:00
]]> Pedro Figueiredo: Crise no STF paralisa pautas importantes para sociedade O novo capítulo da crise instalada no Supremo Tribunal Federal (STF) após a entrega de cópia dos dados extraídos do celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro fez com que os gabinetes impusessem acesso restrito à análise do material. Essa varredura envolve não só uma busca geral sobre as informações e pontos de atenção indicados pelos próprios ministros, como também uma verificação do recorte feito pela Polícia Federal (PF) para a produção dos relatórios. (entenda mais abaixo) A ideia é encontrar fatos relevantes, mas também avançar sobre possíveis lacunas. Nos bastidores, ministros afirmam que ainda não decidiram os próximos passos após a análise e que não há prazo de quando toda essa apuração pode acabar. O arquivo compactado, enviado pela PF por determinação de ministros do STF, tem 500 gigabytes (GB). Para se ter uma ideia, esse tamanho comporta cerca de 140 mil imagens em alta resolução, mais de 120 mil arquivos de áudio em formato MP3 e cerca de 40 horas de filmes em alta resolução. Ministros se debruçam sobre conteúdo obtido em celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro Divulgação Segundo relatos feitos ao g1, os dados estão divididos em pastas com chats, áudios e logs (registros de atividades feitas no aparelho). E há um cuidado especial com o tratamento especialmente para manter a privacidade de questões pessoais que possam estar na extração. Outra preocupação é não revelar dados ligados às apurações que ainda não foram deflagradas ou que possam render novas frentes de investigação. Organização e análise Os dados extraídos foram organizados pela PF utilizando um software para perícia chamado IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais) para organizar e analisar o material coletado. 🔎Esse programa facilita a navegação, permitindo buscas por palavras-chave, em conversas e documentos, além de permitir estruturar arquivos. O sistema também gera um código específico que assegura a integridade das provas e permite analisar se houve tentativa de alteração no material. A PF usou ferramentas para acessar dados apagados ou protegidos por senha. Peritos da polícia…
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