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Jovem Rio News

Além da balança: cuidados com a saúde após o emagrecimento

Rio de Janeiro 28/09/2026 às 14:00
Além da balança: cuidados com a saúde após o emagrecimento
]]> Por muito tempo, o sucesso do tratamento da obesidade foi medido principalmente pela perda de peso alcançada. Quanto maior a redução do peso corporal, melhor era considerada a resposta ao tratamento. Hoje sabemos que isso representa apenas uma parte dos benefícios esperados. Mesmo sem passar por nenhuma grande intervenção, o corpo humano não é estático. À medida que envelhecemos, sofremos perdas naturais significativas. Massa muscular, força, qualidade óssea e capacidade funcional são importantes para a saúde e a manutenção da autonomia ao longo da vida. Por isso, é fundamental avaliar os resultados da perda de peso de forma integrada e em longo prazo. Afinal, o que acontece com o organismo anos depois? Nossos estudos, no Serviço de Atendimento Integral ao Portador de Obesidade (SAI-Ob), do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), indicam que a resposta é bem mais complexa do que a balança consegue revelar. Atenção à saúde muscular Uma das preocupações é que a própria redução de gordura corporal pode levar também à perda muscular. Pessoas com obesidade têm mais massa muscular total do que aquelas com peso normal, embora a infiltração de gordura nas fibras musculares possa comprometer sua funcionalidade. Quando há um emagrecimento rápido e expressivo, cerca de 30% do que é perdido corresponde a massa magra. Mas qual o efeito disso sobre a qualidade do músculo? Em um estudo nosso, publicado no periódico científico Obesity Surgery, avaliamos 39 pacientes entre dois e cinco anos após a cirurgia bariátrica e metabólica. O procedimento, bypass gástrico em Y de Roux, é reconhecido por promover perda de peso e melhora da saúde metabólica. Os casos foram comparados com 21 indivíduos não submetidos à cirurgia, semelhantes em idade, sexo e IMC. Vimos que, de fato, existe uma associação entre maior perda de peso alcançada e menor quantidade de massa e força muscular. No entanto, isso não se refletiu em pior capacidade funcional. Não encontramos diferenças entre os grupos nas avaliações da massa muscular, força de preensão manual e no desempenho funcional. Todos estavam dentro dos parâmetros de normalidade esperados para a idade e sexo. Ao mesmo tempo, o grupo…
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