Empresário é responsabilizado pela polícia por morte de trabalhador soterrado por grãos de milho em cerealista, no Paraná
Destaques28/09/2026 às 15:14
]]> Trabalhador morre soterrado por grãos de milho em fosso de sementes no PR PC/CBM A Polícia Civil divulgou, nesta segunda-feira (28), que finalizou o inquérito que investigava a morte de um trabalhador de 43 anos que foi soterrado por grãos de milho em um fosso de sementes em uma empresa cerealista de Pitanga, cidade da região central do Paraná. O caso aconteceu em abril. Relembre detalhes mais abaixo. Segundo o delegado William Gama Assunção, o dono da empresa, um homem de 65 anos, foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Nem o nome dele e nem o da empresa foram divulgados. ✅ Clique aqui e siga o canal do g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp "A investigação demonstrou que a morte decorreu do descumprimento de normas de segurança do trabalho. A perícia constatou que o trabalhador caiu de uma altura de aproximadamente 3,60 metros por uma abertura que não tinha guarda-corpo, tampa ou qualquer proteção, e foi soterrado pelos grãos. Ele não usava equipamento de proteção contra quedas e estava sozinho, sem qualquer vigilância", explica o delegado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ele lembra que o trabalhador foi localizado sem sinais vitais dentro de um compartimento de uma máquina usada no processamento e na secagem de milho. De acordo com o delegado, o laudo de necropsia apontou que a morte foi causada por asfixia mecânica por soterramento. A equipe de investigação ouviu bombeiros militares que atenderam a ocorrência e empregados da empresa, e analisou documentos trabalhistas e de segurança do trabalho, e concluiu que a empresa já havia sido alertada por escrito sobre o risco do local. "O próprio programa de gerenciamento de riscos da empresa, em vigor desde novembro de 2025, já classificava como crítico o risco de acidentes em espaços confinados para a função exercida pela vítima e recomendava a instalação de proteções e a realização de treinamentos. As medidas recomendadas por escrito não foram adotadas. O risco não era apenas previsível: ele havia sido previsto e comunicado formalmente à empresa meses antes do acidente", afirma Assunção. Agora, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público para a promotoria analisar se…
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