A 'faxina' que o cérebro faz durante o sono e que a insônia pode atrapalhar
Destaques20/10/2026 às 07:00
]]> Fantástico mostra as causas e os caminhos para derrotar a insônia Enquanto dormimos, o cérebro não descansa completamente. Pelo contrário: é nesse período que entra em ação um dos mecanismos mais importantes para a saúde do órgão, uma espécie de sistema de limpeza responsável por eliminar resíduos acumulados ao longo do dia. Pesquisas recentes têm ajudado os cientistas a entender melhor esse processo e a explicar por que noites mal dormidas podem trazer consequências que vão muito além do cansaço do dia seguinte. Segundo especialistas ouvidos pelo Fantástico, durante o sono profundo o cérebro ativa um mecanismo conhecido como sistema glinfático, responsável por remover toxinas e produtos do metabolismo que se acumulam entre as células cerebrais. Quase um terço dos adultos nas capitais tem sintomas de insônia; especialistas alertam para riscos à saúde Como funciona a limpeza do cérebro O processo acontece graças à circulação do líquor, fluido que envolve o cérebro e a medula espinhal. Durante o sono, os espaços entre as células cerebrais aumentam, permitindo que esse líquido circule com mais facilidade. É como se ruas estreitas se tornassem avenidas temporariamente mais largas, abrindo caminho para a retirada de resíduos produzidos pela atividade cerebral ao longo do dia. A comparação ajuda a entender por que especialistas costumam se referir ao fenômeno como uma verdadeira "faxina" cerebral. Quando a pessoa dorme pouco ou tem um sono fragmentado, essa limpeza não ocorre de forma adequada. O que acontece quando a faxina falha De acordo com os pesquisadores, noites mal dormidas favorecem o acúmulo de proteínas como a beta-amiloide e a tau, que estão associadas ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, especialmente o Alzheimer. O neurologista Diego Carvalho explica que o problema não surge após uma única noite ruim. "Não é algo que acontece de uma noite para o dia. É um problema crônico e, conforme a gente envelhece, acaba ficando um pouco mais difícil de reverter", afirma. Segundo ele, a repetição de noites mal dormidas reduz a capacidade de recuperação do cérebro ao longo dos anos. "Diversas noites mal dormidas, sem aquela recuperação, acabam levando…
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