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Jovem Rio News

A água-viva imortal que pode inspirar tratamentos para doenças ligadas ao envelhecimento

Destaques 22/10/2026 às 18:12
A água-viva imortal que pode inspirar tratamentos para doenças ligadas ao envelhecimento
]]> A água-viva Turritopsis dohrnii Getty Images A minúscula e translúcida água-viva Turritopsis dohrnii é surpreendentemente difícil de matar. A bióloga marinha Maria Miglietta, da Universidade A&M do Texas em Galveston, nos Estados Unidos, cortou, ferveu, deixou passar fome, sobrecarregou seus tanques com sal e as jogou em água doce. Mas as sofisticadas criaturas parecem desafiar a morte permanentemente. Quando estão sob pressão, elas interrompem seu caminho e caem até o fundo do tanque. Em seguida, acontece algo impressionante: os animais se transformam em bolas de células, sem nenhuma semelhança com o formato de guarda-chuva com tentáculos da água-viva adulta, conhecida como medusa. Em questão de um a três dias, surge dessa bola de células uma estrutura chamada pólipo, um estágio de vida inicial da água-viva. Ele cresce para se transformar em uma colônia, que, eventualmente, irá gerar novas medusas. Agora no g1 "De uma água-viva que não morre, você consegue esta colônia que pode formar centenas de outras", explica Miglietta. E cada uma dessas novas águas-vivas, em princípio, pode rejuvenescer da mesma forma, exibindo uma capacidade aparentemente infinita de retomar sua juventude. Miglietta e outros cientistas estudam os processos moleculares e genéticos que possibilitam que a Turritopsis dohrnii desafie a morte. Mas, ao desvendar estes segredos, os cientistas esperam, um dia, verificar se elas podem ativar processos similares em seres humanos. O objetivo não é transformar idosos em bebês, como no filme O Curioso Caso de Benjamin Button (2008). Esta ideia permanece apenas no campo da ficção científica. Os cientistas pretendem transformar células e tecidos em seus estados mais jovens, para curar feridas e tratar de doenças relativas ao envelhecimento. "O santo graal deste tipo de desenvolvimento, eu acho, seria a biologia regenerativa: tentar reverter a degeneração ou degradação relativa ao envelhecimento", explica o oncologista pediatra Michael Koldobskiy, físico e cientista da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. "Estamos muito longe de aproveitar isso para benefício humano, mas acredito que conhecer os organismos que evoluíram estes processos…
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