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Willer Tomaz pagou para remover links com notícias que mostram relação com Flávio Bolsonaro, aponta PF

Rio de Janeiro 20/10/2026 às 22:43
Willer Tomaz pagou para remover links com notícias que mostram relação com Flávio Bolsonaro, aponta PF
]]> Mensagens e documentos apreendidos pela Polícia Federal indicam que o advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), fez pagamentos para retirar do ar reportagens que o relacionavam ao parlamentar, que é candidato à Presidência. Os dois são investigados em um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes. Em relatório da investigação obtido pelo jornal O Globo, a PF aponta mensagens encontradas no celular de Willer, enviadas por um serviço que oferece a remoção de conteúdos negativos. O número que consta no contato é da empresa "Seu Nome Novo de Novo", que promete "proteger a reputação digital". Procurado, Willer afirmou, por meio de assessoria, que a medida se refere a "uma ação judicial contra o Google para desindexar conteúdos antigos e desatualizados". "Willer Tomaz jamais buscou desvincular sua imagem da de Flávio Bolsonaro, de quem é amigo", diz, em nota. Também questionado, o senador não comentou. Uma planilha encontrada pela PF no conteúdo apreendido com o advogado lista doze links com notícias referentes a Willer, com a indicação de que foram removidos pela empresa. "Os elementos analisados indicam, ainda, que o investigado teria contratado e remunerado um terceiro com a finalidade de promover a remoção ou desindexação desses conteúdos dos resultados de busca do Google", diz trecho do relatório. Entre os conteúdos relacionados na planilha está um que trazia o seguinte título: "Briga por mansão milionária envolve advogado Willer Thomas, amigo de Weverton e filho de Bolsonaro". Em outro, o enunciado dizia: "Flávio Bolsonaro é contra PL dos Jogos, mas frequenta cassinos e se reúne com operadoras em Las Vegas". A reportagem tentou acessar as notícias, que não estão mais acessíveis. Nas mensagens, enviadas em outubro de 2025, o interlocutor da empresa, que não é identificado pela PF, aponta o preço de R$ 1 mil por remoção, totalizando R$ 12 mil. Entretanto, ele afirma que, como havia sido feita uma cobrança anterior de R$ 3 mil por apenas um link, que teria voltado a aparecer, haveria um desconto na cobrança. "Com isso, o valor final fica em R$…
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