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WhatsApp é citado como meio de assédio eleitoral em 37% das ações na Justiça de Trabalho, aponta relatório

Rio de Janeiro 29/09/2026 às 18:09
WhatsApp é citado como meio de assédio eleitoral em 37% das ações na Justiça de Trabalho, aponta relatório
]]> O WhatsApp é citado como meio para a prática de assédio eleitoral em 37% das ações trabalhistas sobre o tema, segundo pesquisa inédita do Centro de Pesquisas Judiciárias (CPJ) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). O levantamento chega a menos de uma semana do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, e mostra que a pressão sobre o voto do trabalhador tem saído do local de trabalho e chegado ao celular. Confira os valores sugeridos: conselho apresenta proposta de reajuste do piso regional do Estado do Rio Dados do IBGE: desemprego cai a 5,3% em agosto, menor taxa para o mês desde 2012 As redes sociais aparecem em outros 14,5% dos processos. De acordo com os pesquisadores, foram analisados em detalhes 138 processos ajuizados até dezembro de 2025. Além do WhatsApp e das redes sociais, os casos envolvem outros aplicativos de mensagens, plataformas de comunicação corporativa e aplicativos das próprias empresas. Segundo o estudo, o uso desses meios faz com que mensagens, grupos e publicações levem a pressão fora do expediente e do ambiente da empresa. A pesquisa também identificou assédio por meio de falas diretas, documentos e comunicados internos, pressão psicológica, participação obrigatória em mobilizações e promessas de vantagens ou ameaças econômicas ligadas à escolha política. Como o assédio é comprovado Os juízes aceitaram como prova, entre outros elementos, mensagens digitais e gravações de áudio. Também serviram para comprovar a prática depoimentos de testemunhas, documentos, atas notariais, confissões e provas reunidas em investigações de outros órgãos. Segundo o levantamento, o que costuma pesar é a combinação de diferentes fontes. Nos casos em que o assédio não foi reconhecido, a falta de provas consistentes foi o principal motivo em cerca de um terço das decisões. A pesquisa aponta que a dificuldade é maior quando a pressão é velada, sem ordem expressa ou registro formal. Quem entra na Justiça A maior parte das ações (88%) foi movida pelos próprios trabalhadores. Entre eles, 57% são homens e 43%, mulheres. O estudo ressalta que esse recorte mostra apenas quem processou e não permite…
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