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Jovem Rio News

Weverton já não se contenta em salvar o Grêmio

Esportes 02/11/2026 às 10:00
Weverton já não se contenta em salvar o Grêmio
]]> Grêmio x Atlético-MG - Melhores Momentos O efeito Portaluppi não foi imediato, mas enfim se faz sentir no Grêmio. Nos últimos três jogos, é evidente que o time gremista evoluiu em termos de organização e, principalmente, em solidez defensiva. A vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-MG deixou claro esse crescimento e colocou os tricolores às portas da decisão da Copa do Brasil. E, quando tudo ameaça ruir novamente, Weverton faz o que tem feito desde o início do ano: surge sob as traves gremistas como o último bastião de resistência tricolor. Se o Grêmio pode almejar o título da Copa do Brasil e continua com chances razoáveis de escapar do rebaixamento no Brasileiro, o maior responsável é o arqueiro Weverton, que praticamente carregou o time nas costas até a chegada de Renato. O goleiro de 38 anos, bem por baixo, deve ter garantido uns dez pontos na classificação -- e, para ilustrar a hipótese, basta relembrar o que fez contra o Palmeiras, semanas atrás, em uma das maiores atuações individuais dos últimos anos. Weverton comemora assistência para gol do Grêmio Maxi Franzoi/AGIF Como se não bastasse toda a excelência no seu ofício, Weverton resolveu também se apresentar como protagonista ofensivo. Ontem, em um lançamento digno de Zinedine Zidane, deixou Carlos Vinícius engatilhado para marcar o gol que abriu o placar. Durante boa parte da temporada, muito se disse que os grandes atributos gremistas estavam nos dois extremos do campo: goleiro e centroavante. Essa jogada é um desenho pedagógico dessa sentença. Mesmo nos momentos em que Carlos Vinicius oscilou, Weverton manteve-se impávido para proteger as redes gremistas de qualquer mau-olhado. O Grêmio não é apenas Weverton e Carlos Vinícius, obviamente, em especial após a chegada de Renato. Depois de um começo instável, hoje o time apresenta consistência na defesa, senso de urgência, algum brilho no olho e capacidade de competir. Ainda com dificuldades para criar, tornou-se ferozmente vertical -- e o primeiro gol é a maior prova disso. O segundo, marcado por Noriega, nasceu de uma das jogadas mais básicas do futebol: um dois contra um maroto e ligeiro pela ponta. Sinal de que um tempero a mais não está descartado.…
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