Vorcaro e Stefanutto votam na Papuda; Bolsonaro não pode votar
Destaques04/10/2026 às 17:59
]]> O ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto votaram na manhã deste domingo (4), em Brasília. Os dois estão presos provisoriamente e, por isso, mantêm o direito de participar das eleições. Já o ex-presidente Jair Bolsonaro não pode votar. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por cinco crimes relacionados à trama golpista e começou a cumprir a pena em novembro de 2025. Desde março, cumpre prisão domiciliar. A diferença ocorre porque a Constituição prevê a suspensão dos direitos políticos quando há condenação criminal definitiva. Vorcaro e pai prestaram depoimento hoje à PF sobre atuação dos grupos ‘A Turma’ e ‘Os Meninos’ Presos provisórios, ou seja, aqueles que ainda não têm condenação definitiva, mantêm o direito ao voto. Vorcaro está preso preventivamente no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como Papudinha. A defesa pediu em setembro a revogação da prisão. Stefanutto também está preso preventivamente. O ex-presidente do INSS foi preso em novembro de 2025 na Operação Sem Desconto, que investiga descontos irregulares em aposentadorias e pensões. Em agosto deste ano, a Polícia Federal informou ter indiciado Stefanutto em um novo inquérito relacionado ao caso. Ex-banqueiro Daniel Vorcaro cita indefinição do STF no caso Master para pedir fim da prisão preventiva Jornal Nacional/ Reprodução Careca do INSS pediu para votar Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, também pediu para votar neste domingo, segundo interlocutores. A defesa, porém, foi informada de que ele poderia não conseguir exercer o direito por problemas de logística. Antunes está preso desde setembro de 2025. Ele é apontado pela Polícia Federal como um dos principais operadores do esquema investigado de descontos irregulares em benefícios do INSS. Por que presos provisórios podem votar? O artigo 15 da Constituição estabelece que a suspensão dos direitos políticos ocorre em razão de condenação criminal definitiva, enquanto durarem seus efeitos. Por isso, quem está em prisão provisória, sem uma condenação definitiva, continua com os direitos políticos e pode…
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