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Voo livre não é fiscalizado pela Anac; bombeiros atenderam a um acidente a cada 20 dias este ano no Rio

Rio de Janeiro 03/11/2026 às 10:00
Voo livre não é fiscalizado pela Anac; bombeiros atenderam a um acidente a cada 20 dias este ano no Rio
]]> Um turista argentino e um instrutor de asa-delta morreram, na manhã de ontem, durante um voo em São Conrado. Luiz Eduardo Rodrigues dos Santos, de 45 anos, havia decolado da Pedra Bonita levando Adrian Guillermo Arismendi, de 26. Na aproximação para o pouso, os dois colidiram com a mureta de concreto que separa a areia da praia do calçadão, um desnível de aproximadamente 2,5 metros. O instrutor e o turista ainda foram socorridos pelos bombeiros e levados para o Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiram aos ferimentos. Adrian, natural da cidade de Puerto Deseado, estava no Rio desde domingo, acompanhado de cinco amigos. Todos voaram antes do rapaz e pousaram sem problemas. O acidente foi o segundo em quatro dias envolvendo voos na Pedra Bonita. Na última quinta-feira, duas mulheres, uma instrutora e sua passageira, tiveram fraturas após saltarem de parapente da rampa. Na aproximação para o pouso, elas perderam altitude e bateram no calçadão. Entre janeiro e outubro, segundo o Corpo de Bombeiros, foram 15 atendimentos a praticantes de voo livre em toda a cidade, média de um a cada 20 dias. Apesar da frequência nos acidentes, os voos não têm fiscalização. A Agência Nacional de Aviação (Anac) regulamenta, mas não controla a prática. Para a Anac, o “voo livre em asa-delta ou parapente é considerado uma modalidade de esporte radical e de alto risco e fortemente dependente das condições meteorológicas e geográficas locais”. O órgão federal apenas define alguns limites das áreas de voo, para não haver problemas de invasão de rotas usadas por aviões e outras aeronaves, além de cobrar um cadastro do piloto de voo livre em associações credenciadas por ela, como a Confederação Brasileira de Voo Livre, que tem parceria com o Clube São Conrado de Voo Livre, responsável por administrar a rampa da Pedra Bonita. Gerenciamento de risco A Anac proíbe a comercialização de voos panorâmicos de asa-delta. A agência, porém, permite os voos duplos de instrução, pelos quais turistas pagam cerca de mil reais no local. Da rampa da Pedra Bonita, instalada no Parque Nacional da Tijuca, são feitas 60 mil decolagens por ano. O Clube de Voo Livre e o ICMBio, responsável…
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