← Voltar ao portal
Jovem Rio News

Violências do colonialismo se repetem no presente, diz artista portuguesa Grada Kilomba, que traz obra de Inhotim para SP

inicio 22/09/2026 às 09:00
Violências do colonialismo se repetem no presente, diz artista portuguesa Grada Kilomba, que traz obra de Inhotim para SP
]]> 'O Barco' (2021), de Grada Kilomba. Vista de instalação no Instituto Inhotim. Brendon Campos. O cheiro de madeira queimada é a primeira coisa que se percebe ao entrar no Galpão do Sesc Pompeia, na Água Branca, Zona Oeste de São Paulo. Depois, vem a dimensão física: uma estrutura de madeira escura desenha no chão a silhueta do fundo de um navio. O visitante pode caminhar por dentro dela, entre peças que carregam as marcas deixadas pelo fogo. Mas a instalação "O Barco", da artista e escritora portuguesa Grada Kilomba, não foi pensada para ser um monumento a um passado distante. Para ela, a violência do tráfico transatlântico e do colonialismo que a obra evoca não é uma página virada — ela se repete, com novas roupagens, no presente. A obra monumental, que ocupa mais de 220 metros quadrados, entra em cartaz em São Paulo nesta terça-feira (22), após 28 meses no Instituto Inhotim, em Minas Gerais, e vai até o dia 25 de outubro. Segundo ela, que é autora de "Memórias da Plantação: Episódios de Racismo Cotidiano", livro de 2008 sobre racismo, colonialismo e memória, sua obra não quer falar apenas sobre a violência do passado, mas sobre a própria condição humana e sobre como beleza e violência podem coexistir. "O que me interessa, acima de tudo, é no trabalho ter uma noção da humanidade. E ter um diálogo entre as materialidades que eu questiono, que é a condição humana. E que nós temos a beleza com as obras absolutamente poéticas e belas, mas que também se podem tornar grotescas e violentas", afirma ao g1. Criado em 2021, "O Barco" é formado por 134 blocos de madeira queimada e recria a estrutura do fundo de uma embarcação, fazendo referência aos porões dos navios negreiros onde milhões de africanos foram transportados à força para as Américas. A obra passou por Lisboa e Londres antes de chegar ao Brasil. Em 2024, foi incorporada à coleção do Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), o maior museu a céu aberto do mundo. Agora, começa uma nova etapa em São Paulo. Na última sexta-feira (18), Grada recebeu o g1 no Galpão do Sesc Pompeia. A instalação já estava montada, e a artista encerrava um dia intenso de entrevistas. A artista Grada Kilomba. Pablo Saborido O passado…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.
Ler matéria completa na fonte → Página inicial