Vim de lá – Bailes do Rio: Dom Filó, Toni Tornado e Rômulo Costa contam como a cultura Black transformou a música e a juventude carioca
Destaques07/11/2026 às 19:33
]]> Dom Filó fala sobre o surgimento do movimento black no Rio A história dos bailes Black no Rio de Janeiro é também a história de uma transformação cultural, musical e comportamental que marcou gerações. No episódio de Vim de lá – Bailes do Rio, exibido neste sábado (7), Chico Regueira e Lilian Ribeiro receberam três personagens fundamentais dessa trajetória: Dom Filó, Toni Tornado e Rômulo Costa. Juntos, eles reconstituíram a formação do movimento Black na cidade, a partir dos anos 1970, e mostraram como aquela cultura influenciou a música, a moda, a dança e a afirmação da identidade negra no Brasil. O programa terá mais dois episódios nos próximos sábados. O ponto de partida foi a chegada da Black Music americana ao país. Nomes como James Brown, Aretha Franklin, Marvin Gaye e Stevie Wonder atravessaram fronteiras e conquistaram a juventude negra carioca. Na época, o acesso a essas referências acontecia principalmente pelo rádio, por programas como o de Big Boy, na Rádio Mundial, e pelos discos importados vendidos em lojas da Zona Sul. Dom Filó, um dos protagonistas do movimento, contou como essas referências musicais e visuais ajudaram a construir uma nova forma de expressão entre os jovens negros. Segundo ele, imagens de artistas americanos, capas de discos e filmes serviram de inspiração para incorporar ao cotidiano uma estética, um comportamento e uma consciência racial que ganhavam força nos Estados Unidos. "Black is beautiful" — negro é lindo — tornou-se uma das ideias centrais daquele movimento. Mais do que dançar, os jovens encontravam nos bailes um espaço de valorização da própria identidade, autoestima e pertencimento. Toni Tornado e a influência do movimento negro americano Toni Tornado fala de sua relação com o surgimento do movimento black no Brasil Um dos momentos do programa foi a participação de Toni Tornado, que relembrou a temporada de quatro anos e meio que passou nos Estados Unidos. O cantor contou que viveu de perto o período de fortalecimento do movimento negro americano e teve contato com lideranças como Stokely Carmichael e Martin Luther King, além de frequentar espaços importantes da música negra, como o Apollo Theater, em Nova York.…
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