Viagens de 12 horas por consulta, falta de remédio e esgoto em casa: os desafios da saúde para o próximo governador de MG
inicio22/09/2026 às 23:34
]]> Falta de estrutura afeta moradores de Minas Viajar por mais de 12 horas, entre ida e volta, para uma única consulta médica. Ficar meses sem um remédio de alto custo que deveria ser fornecido pelo estado. Conviver com o esgoto correndo sob o quarto dos filhos e o risco de doenças. Essas são realidades que expõem as profundas desigualdades e os desafios na área da saúde em Minas Gerais. Em um estado com dimensões continentais, o acesso a serviços de média e alta complexidade, a medicamentos e ao saneamento básico ainda não é universal, o que sobrecarrega a capital e deixa milhares de mineiros em situação de vulnerabilidade. Busca por atendimento Em Belo Horizonte, a região hospitalar se tornou um "ponto de encontro" de ambulâncias de municípios de diversas regiões do estado, que transportam pacientes em busca de tratamento. O aposentado Carlos Roberto da Mata mora em Ipanema, no Leste de Minas, e há 12 anos viaja para a capital mineira para tratar sequelas de um câncer. São 360 quilômetros de distância. "É cansativo. Saio de lá meia-noite e chego aqui 6h30 da manhã", contou. A vendedora Fátima Magalhães acompanha o marido. A cada viagem, a van da prefeitura só retorna a Ipanema após o atendimento médico de todos os ocupantes do veículo. "A gente chega às vezes de madrugada em casa, porque outros pacientes precisam ser atendidos mais tarde. [...] É muito longe, tem que deixar tudo para acompanhar", disse. Carlos Roberto da Mata e a esposa, Fátima Magalhães TV Globo/ Reprodução O estado é responsável por serviços de média e alta complexidade, como cirurgias, transplantes e tratamentos oncológicos. Também gerencia leitos de UTI, hemocentros, a rede de captação de órgãos e laboratórios de vigilância em saúde. A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) administra 14 hospitais, nove na Grande BH e cinco no interior. Para Monique Félix, especialista em gestão de serviços de saúde da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, é preciso ampliar os hospitais regionais no interior, mas o mais importante é apoiar os municípios na rede de atenção à básica. "O mesmo hospital é habilitado, por exemplo, em oncologia, em cardiologia, em neuro. E, no final das…
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