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Vereadora é alvo de inquérito policial após falas de cunho xenofóbico durante sessão no PR: ‘Não quero mais ver um nordestino na cidade’

Destaques 28/10/2026 às 19:00
Vereadora é alvo de inquérito policial após falas de cunho xenofóbico durante sessão no PR: ‘Não quero mais ver um nordestino na cidade’
]]> Vereadora é alvo de inquérito policial após falas de cunho xenofóbico durante sessão no PR A Polícia Civil do Paraná (PCPR) instaurou um inquérito policial para investigar a vereadora Salete Kronbauer (PP), de Nova Santa Rosa, no oeste do estado, pelos crimes de praticar, induzir, incitar discriminação e preconceito. A investigação foi instaurada após pedido do Ministério Público do Paraná (MPPR). A vereadora afirmou que não queria mais ver nordestinos no município. A declaração foi feita durante uma sessão da Câmara Municipal na segunda-feira (26). ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp A solicitação do MP foi encaminhada à polícia pela 2ª Promotoria de Justiça de Marechal Cândido Rondon na terça-feira (27), após o órgão tomar conhecimento das declarações. Segundo o MPPR, o objetivo é apurar os fatos e avaliar a adoção de eventuais medidas cabíveis. Vereadora do Paraná faz fala xenofóbica Câmara Municipal de Vereadores de Nova Santa Rosa Durante o discurso, a vereadora criticou pessoas que recebem benefícios públicos e comentou o resultado de uma votação. "Não estou dizendo que eu não vou mais ajudar. Mas eu não quero mais ver um nordestino, um baiano, vindo aqui na nossa cidade [...] Cuide agora da sua vida lá", afirmou. Em outro momento, a parlamentar disse que moradores da região teriam que sustentar outros estados e chegou a defender a divisão do país. "Porque os baianos, os nordestinos, enfim, assim o quiseram. E nós, ordeiros trabalhadores aqui, vamos ter que sustentar aqueles municípios, aqueles estados. E eu estou quase concordando. Gente, deveríamos nos unir e fazer a divisão desse país", declarou. Na terça-feira (27), a vereadora publicou uma nota de retratação, reconhecendo que suas declarações foram inadequadas e pedindo desculpas às pessoas atingidas. Leia a nota na íntegra abaixo. A Lei nº 7.716/1989 prevê pena de reclusão de um a três anos e multa para quem pratica, induz ou incita discriminação ou preconceito por procedência nacional. O eventual enquadramento das declarações na legislação dependerá da investigação. LEIA MAIS: Acidente na Praça Osório: 'É um alívio não estar no hospital, mas me sinto angustiado', diz jovem atingido por galho…
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