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Vereadora de Juiz de Fora é condenada a pagar R$ 200 mil por orientar empresários a não contratar pessoas de esquerda

Destaques 07/11/2026 às 14:24
Vereadora de Juiz de Fora é condenada a pagar R$ 200 mil por orientar empresários a não contratar pessoas de esquerda
]]> A Justiça do Trabalho condenou a vereadora de Juiz de Fora e deputada estadual eleita Roberta Lopes (PL) a pagar R$ 200 mil por danos morais coletivos após uma publicação nas redes sociais em que orientava empresários a não contratar pessoas de esquerda. A decisão, do juiz Eduardo Atalla Barletta, da 3ª Vara do Trabalho de Juiz de Fora, também determina que ela retire vídeos e mensagens que incentivem a discriminação de trabalhadores de suas redes sociais, especialmente as publicações feitas em 12 de setembro de 2025. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp A sentença, assinada na quinta-feira (5), ainda cabe recurso. O g1 Zona da Mata fez contato com a assessoria da vereadora, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. Roberta Lopes (PL) Reprodução Portal Roberta Lopes Ainda segundo a sentença, Roberta deverá fazer uma postagem de retratação em todas as redes sociais em que possui perfil. Na mensagem, terá que reconhecer que a publicação anterior deve ser desconsiderada e esclarecer que a legislação brasileira proíbe qualquer tipo de discriminação no trabalho por convicções políticas, ideológicas ou outras características pessoais. A parlamentar terá 48 horas, a partir da intimação judicial, para cumprir as determinações. Em caso de descumprimento, poderá ser multada em R$ 50 mil por dia, por obrigação descumprida e a cada irregularidade constatada. Proibição de novas publicações discriminatórias A sentença também proíbe Roberta de divulgar novas mensagens que incentivem a exclusão ou o tratamento desigual de pessoas no acesso ao emprego ou na manutenção do trabalho. A restrição vale para conteúdos que estimulem a discriminação por opinião política, ideologia, raça, cor, sexo, religião, origem social, estado civil, situação familiar, deficiência ou idade, entre outros critérios previstos na decisão. Relembre o caso O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação contra a vereadora após identificar publicações consideradas discriminatórias nas redes sociais. Uma das mensagens foi divulgada em 12 de setembro de 2025, no Instagram, e compartilhada no Facebook. Na publicação, Roberta orientava empresários…
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