Venda de créditos é legal, mas pode virar crime: entenda o caso de advogados investigados por fraude em ações de idosos em SP
Destaques22/10/2026 às 19:57
]]> Quem é o advogado preso durante operação que investiga fraude em SP Vender o direito de receber o dinheiro de um processo é permitido por lei. O que o Gaeco investiga em Altinópolis (SP) e Ribeirão Preto (SP) é se essas vendas foram usadas para que idosos deixassem de receber o dinheiro que ganharam na Justiça. O advogado Guilherme Menna Barreto Gentil, preso em Ribeirão, é apontado como figura central de um grupo investigado que inclui outras advogados. “O problema não é a venda. O problema é a forma como essa venda é realizada”, resume o advogado criminalista Leonardo Pontes. Um contrato permitido pode servir para cometer um crime quando alguém é enganado para assiná-lo ou quando quem deveria repassar o dinheiro fica com ele. Guilherme foi preso em flagrante na terça-feira (20), suspeito de atrapalhar a investigação ao jogar um notebook e um celular pela janela durante a operação. Na quarta-feira (21), a Justiça decretou a prisão preventiva dele. Ninguém foi denunciado até agora. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A defesa nega que ele tenha cometido fraudes ou ficado com dinheiro de clientes. Nesta quinta-feira (22), afirmou que avalia as providências, porque só conseguiu acessar o processo na tarde de quarta-feira (21). Guilherme Menna Barreto Gentil Reprodução/ redes sociais Onde está o problema, segundo a investigação Nos casos encontrados pelo g1 e nos pontos levantados pela investigação, quatro questões aparecem: O cliente sabia? Chamados pela Justiça, vários clientes disseram não saber que tinham vendido o crédito nem quanto dinheiro tinha sido liberado. O preço: os créditos foram vendidos por menos de 20% do valor. Em dois casos, a ação já estava ganha. Em um deles, o banco já tinha depositado o dinheiro, ou seja, não havia mais espera nem risco a compensar. Quem comprou: em dois casos, a compradora foi a Desenrola, empresa do pai do advogado, que funcionava no mesmo prédio do escritório e onde, segundo o Gaeco, os clientes eram atendidos. Para onde foi o dinheiro: depois da venda, o dinheiro do processo passa a ser da empresa que comprou. Mesmo assim, nos três casos, o pedido de saque indicava a conta pessoal do…
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