'Vai morrer': imagens mostram agressão e ameaça de policiais a adolescente de 16 anos durante megaoperação no Alemão e na Penha
Rio de Janeiro01/11/2026 às 13:43
]]> Um adolescente de 16 anos foi agredido e ameaçado por policiais militares durante a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, em 28 de outubro do ano passado. Imagens de uma câmera corporal mostram agentes do Batalhão de Choque entrando em um cômodo próximo à localidade da Vacaria, onde o jovem estava dormindo. Segundo a análise da Human Rights Watch (HRW), um sargento dá um soco no rosto do rapaz, enquanto outro policial afirma: "Vai morrer". Desafios: Estado do Rio melhora a arrecadação, mas investimentos para 2027 ainda devem ser limitados Vacina ACWY: Aplicação aos grupos prioritários retorna na próxima semana A gravação, feita às 10h20, registra ainda outro momento da abordagem. Um dos agentes pergunta o que o adolescente tem para dar aos policiais. "Me mata não", responde o jovem, oferecendo o celular e outros aparelhos. Às 11h36, ele aparece sendo conduzido junto com um grupo de detidos. O episódio está entre os registros examinados pela HRW a partir de 4,4 mil horas de gravações de câmeras corporais utilizadas por policiais militares durante a operação, que deixou 122 mortos — 117 suspeitos e cinco agentes de segurança. A análise das imagens identificou episódios de violência contra moradores e também uma série de falhas nos registros audiovisuais, que comprometeram a possibilidade de reconstruir as circunstâncias da ação. Na região da mata da Vacaria, onde ocorreu a maior parte das mortes, as gravações começaram a apresentar lacunas justamente no período de intensificação dos confrontos. Por volta de 12h11, 55% dos registros analisados já haviam sido interrompidos ou apresentavam hiatos significativos, segundo a HRW. O cenário foi particularmente preocupante entre os policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que atuavam naquela área. Nenhuma das gravações dos 49 agentes da tropa de elite examinadas pela organização registrou a operação depois das 12h11. O relatório também aponta 26 ocasiões em que policiais do Bope possivelmente manipularam ou retiraram as câmeras corporais. As interrupções dificultam o esclarecimento do que aconteceu durante os confrontos e a identificação das circunstâncias em que os policiais e os…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.