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'Usou da minha fé para abusar de mim e dos meus filhos', diz vítima de pai de santo preso por suspeita de assédio sexual em SP

Destaques 07/11/2026 às 08:00
'Usou da minha fé para abusar de mim e dos meus filhos', diz vítima de pai de santo preso por suspeita de assédio sexual em SP
]]> Pai de santo é preso em SP acusado de assédio contra homens em rituais de Umbanda Uma das denúncias que levaram à prisão do pai de santo Ailton Ribeiro da Silva, de 62 anos, partiu de um homem que afirma ter sido abusado, assim como seus dois filhos adolescentes, durante rituais religiosos. Preso nesta quinta-feira (5), o sacerdote é investigado por suspeita de assediar sexualmente frequentadores em um centro de Umbanda do Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo. A polícia já identificou ao menos dez vítimas, entre elas menores de idade. Uma das principais testemunhas é o pai de dois adolescentes que frequentavam o centro. Como os jovens são menores de idade, suas identidades serão preservadas. A família registrou boletim de ocorrência na 6ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santo Amaro em 13 de outubro. No depoimento, o homem relatou que ele próprio teria sido vítima do pai de santo. Segundo contou ao g1, durante um ritual, Ailton o levou a um quarto reservado e passou a tocar suas partes íntimas por cima da roupa. Quando questionou o que estava acontecendo, a entidade incorporada teria respondido que aquilo "fazia parte do trabalho espiritual". Ailton Ribeiro da Silva, de 62 anos, é pai de santo e comanda o Templo Espírita de Umbanda Caboclo Tatuy de Oxóssi, no bairro Jardim Ipê, região do Capão Redondo, em São Paulo. Reprodução/Redes Sociais Um dos filhos do denunciante, então com 14 anos e hoje com 16, também relatou ter sofrido abusos semelhantes. O adolescente deixou a religião e se mudou para Pernambuco com a mãe. Meses depois, contou que Ailton tentava beijá-lo, tocava suas partes íntimas e passava a língua em sua orelha durante supostas incorporações. “Como existe um acordo de confidencialidade sobre a relação das pessoas dentro dos rituais com as entidades espíritas, os meninos não relataram isso de cara. Quando fiquei sabendo pela mãe do meu filho mais velho, questionei o mais novo, que também frequentava o centro, e ele confirmou que também sofria esse tipo de coisa”, contou o pai. O filho mais novo, que também tinha 14 anos à época e hoje está com 15, contou que sofria o mesmo tipo de assédio do irmão, mas não se sentia à vontade para…
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