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Usina de cana-de-açúcar assinou Termo de Ajustamento de Conduta em Cabo Frio: 'a gente estava pedindo socorro', contou trabalhador

Destaques 02/10/2026 às 19:24
Usina de cana-de-açúcar assinou Termo de Ajustamento de Conduta em Cabo Frio: 'a gente estava pedindo socorro', contou trabalhador
]]> Alojamentos oferecidos aos trabalhadores eram no meio do canavial, segundo os auditores Ministério Público do Trabalho Nesta quinta-feira (1) o Ministério Público do Trabalho (MPT) firmou um acordo com a usina Lagos Bioenergia para que ela cumpra obrigações relacionadas à contratação de trabalhadores, à prestação de serviços, às condições de trabalho e aos alojamentos. Um dos 67 trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão no corte de cana-de-açúcar em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, contou ao g1 como foram os meses que passou no local. Alguns deles estavam l desde junho. “A gente estava pedindo socorro a cada momento, pra que alguém pudesse nos ajudar", contou. 📱 Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp. Agora no g1 Em 21 de setembro auditores-fiscais visitaram o local após denúncias e identificaram que os trabalhadores passavam por jornadas exaustivas e condições degradantes de trabalho em condições análogas à escravidão. A fiscalização determinou a paralisação imediata do corte de cana. Os 67 trabalhadores foram ouvidos e enviados para as cidades de origem custeados pela empresa. Segundo os auditores, os trabalhadores vieram de estados do Nordeste e de Minas Gerais. Um dos resgatados, que é de Pernambuco, contou que encontrou uma situação diferente da apresentada durante o recrutamento. Em vez da moradia na cidade, o grupo foi instalado em uma área isolada. “A situação estava muito feia, complicada, a gente corria perigo lá. Tinha senhorzinho de 59 anos, 58 anos com a gente, não estava mais aguentando. E, graças a Deus, estamos indo pra casa, né?”, disse. A fiscalização constatou que o pagamento era feito com atraso e que os valores, definidos diariamente pelos intermediários, geralmente ficavam abaixo do prometido. Segundo os auditores, os trabalhadores não conseguiam compreender os cálculos utilizados. Os contratos estavam registrados em nome dos “gatos”, apresentados pela usina como empregadores. Os auditores concluíram, no entanto, que eles não tinham capacidade financeira para assumir essa responsabilidade e atuavam como intermediários de mão de obra. De acordo com relatos, os trabalhadores foram recrutados com a…
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