Urna eletrônica é 100% 'tupiniquim' e foi pensada durante jogo de tênis; g1 ouviu criador do conceito
Destaques03/10/2026 às 07:00
]]> Urna eletrônica é 100% 'tupiniquim' e foi pensada durante jogo de tênis; g1 ouviu criador Em 1994, durante uma partida de tênis em Brasília, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Carlos Velloso conversava casualmente com o amigo Paulo Camarão, técnico de informática. Eles não sabiam ainda, mas dessa conversa surgiria algo que iria revolucionar todo o processo eleitoral brasileiro e, hoje, é um dos maiores símbolos da nossa democracia: a urna eletrônica. Ao g1, Paulo Camarão, hoje com 84 anos, contou curiosidades sobre a criação da máquina que foi pensada sob medida para o Brasil (veja vídeo acima). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. "A urna eletrônica era chamada pelo ministro Carlos Velloso de 'tupiniquim', ou seja, uma urna essencialmente brasileira. Porque nós viajamos meio mundo atrás de soluções que já pudessem ter sido desenvolvidas, mas nenhuma delas se aplicava às necessidades brasileiras", lembra Paulo. 🔎 Na linguagem popular, dizer que algo é "tupiniquim" significa dizer que é nacional, original do Brasil. Nascida em partida de tênis, 'tupiniquim' e sob medida: criador da urna eletrônica conta curiosidades da invenção que mudou as eleições G1 Assim, começou a saga para criar o equipamento. À época, Paulo Camarão foi nomeado secretário de Informática do TSE e passou a chefiar as equipes que desenvolveriam o equipamento. O grupo era formado por engenheiros e pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Técnico Aeroespacial (CTA). Os técnicos que desenvolveram a urna foram chamados de "os ninjas". Eram eles: Paulo Nakaya, Mauro Hashioka, Antônio Ésio Salgado, Oswaldo Catsumi e Giuseppe Janino – todos liderados por Paulo Camarão. Paulo lembra que, nas reuniões, foram estabelecidos requisitos que a urna deveria contemplar. Um dos requisitos era o teclado numérico -- que, no início, encontrou resistência por parte dos políticos. "A marca do candidato muitas vezes é o seu nome, e ele teria que abandonar um pouco o nome para poder fixar o voto no número. Mas trabalhamos com o Congresso o tempo todo, e conseguimos passar esse requisito", conta. Outro fator importante: o eleitor deveria…
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