Unidos de Vila Isabel mantém premiação de compositores preteridos, mesmo após desistência de junção de samba
rio18/09/2026 às 07:00
]]> A Unidos de Vila Isabel vive dias turbulentos após voltar na decisão de juntar as músicas das chapas de Martinho da Vila e de Paulo César Feital para dar vida ao seu samba do próximo carnaval, que terá o enredo “Torto Arado: Sobre a terra há de viver sempre o mais forte”, inspirado no livro de Itamar Vieira Junior. A união foi anunciada no último sábado, na final de samba da escola; porém, na segunda-feira, a agremiação divulgou uma nova definição: não haverá mais junção e apenas a composição de Martinho e cia. irá para a Avenida. A reviravolta provocou revolta, debandada e dúvidas em relação ao destino dos ex-campeões preteridos do grupo de Feital, mas, ao menos, uma certeza a azul e branca garante: eles continuarão premiados como vencedores. Gibis da década de 1940 e almanaque do século 19 estão entre itens apreendidos e devolvidos à Biblioteca Nacional pela PF Operação da PF prende PM e apreende carros blindados, relógios de luxo, celulares e até remédios emagrecedores A agremiação revelou ao GLOBO que, apesar da retirada do samba de Paulo César, a remuneração oferecida ele e seus amigos na grande final, quando decretados campeões ao lado do grupo de Martinho da Vila, André Diniz e Evandro Bocão, será mantida. "Todas as composições envolvidas irão receber a premiação. Em relação aos valores, essa é uma informação interna da escola, mas, sim, todas serão contempladas", disse a Vila Isabel em nota. Entretanto, Feital, líder da composição feita com Gustavinho Oliveira, Thales Nunes, Danilo Garcia, Júlio Alves, Marcelo Martins e Gabriel Simões, disse não ter sido notificado sobre a decisão da escola de manter o prêmio: Martinho da Vila Agência O Globo / Márcio Alves — Não tenho informações sobre a premiação, entretanto, como não fomos proclamados campeões, nada devemos receber — afirmou Paulo César. Separados antes de se unirem Fontes ouvidas pelo GLOBO disseram que a decisão de não aceitar a junção dos sambas partiu de Martinho da Vila, que é historicamente contra a fusão de composições, por acreditar que, na maioria das vezes, as obras têm estilos diferentes e não combinam. Ele, inclusive, já teria desaprovado a medida em, pelo menos, outras duas ocasiões.…
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