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'Um sonho que parecia distante': a trajetória da primeira advogada quilombola do Piauí

Destaques 05/11/2026 às 04:00
'Um sonho que parecia distante': a trajetória da primeira advogada quilombola do Piauí
]]> Crisleia Rodrigues, a primeira advogada quilombola do Piauí Arquivo pessoal "Um sonho que parecia distante". É assim que a advogada Crisleia Rodrigues, de 28 anos , reconhecida como a primeira advogada quilombola do Piauí, pela Coordenação das Comunidades Quilombolas do Estado, define a trajetória que a levou à formação em direito. Em entrevista ao g1, a especialista em direito eleitoral e direito público municipal contou que precisou superar dificuldades financeiras e enfrentar o preconceito para conquistar a carreira que sempre desejou. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Nascida na Comunidade Quilombola Saco Curtume, na zona rural de São João do Piauí, Crisleia Rodrigues começou ainda jovem a trabalhar com serviços domésticos, como auxiliar de cozinha. A oportunidade de ingressar no ensino superior surgiu no fim de 2018, após um projeto idealizado por Nêgo Bispo, uma das principais lideranças quilombolas do país. Saiba quem foi o pensador quilombola Antônio Bispo dos Santos, o Nêgo Bispo Agora no g1 Como contrapartida pelo arrendamento de áreas para geração de energia, uma empresa do setor se comprometeu a oferecer bolsas de estudo para jovens de comunidades quilombolas da região. Após ser aprovada em um processo seletivo realizado em São João do Piauí e em Picos, ela se mudou para Picos para cursar direito. "Chegando em Picos, trabalhei como babá para conseguir custear algumas despesas", contou. Além das dificuldades financeiras, a advogada enfrentou outro desafio: ficar longe do filho, que tinha menos de um ano quando ela iniciou a graduação. "Pensei em desistir várias vezes. A saudade de casa, do meu filho e da minha família me consumia", relembrou. A advogada afirmou ainda que o preconceito por ser quilombola e oriunda de escola pública também fez parte da trajetória acadêmica. "Era uma faculdade particular. Enfrentamos muito preconceito. Nos olhavam como se fôssemos incapazes. Ser quilombola e vir de escola pública era algo que incomodava algumas pessoas. Persistimos porque a vontade de vencer foi maior", disse. A advogada enfrentou outro desafio: ficar longe do filho, que tinha menos de um ano quando ela iniciou a graduação. Arquivo pessoal Em…
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