'Um dos grandes mistérios da ciência': o que a anestesia geral revela sobre o nosso cérebro
Destaques28/09/2026 às 12:08
]]> 'Um dos grandes mistérios da ciência': o que a anestesia geral revela sobre o nosso cérebro LightRocket via Getty Images Em 1797, o almirante Horatio Nelson (1758-1805), comandante da Marinha britânica, teve seu braço direito amputado. A cirurgia salvou sua vida. Mas reza a lenda que o único anestésico que ele recebeu foi um gole de rum. Na maior parte da história humana, a retirada de membros foi realizada em pacientes totalmente despertos. A anestesia geral revolucionou as cirurgias, mas surgiu apenas em 1846. A partir dali, passamos a desligar temporariamente a consciência, a qualquer momento, em qualquer lugar, em qualquer pessoa. Com ela, Nelson poderia não ter testemunhado a amputação e ser ligado novamente para o café da manhã do dia seguinte. Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Agora no g1 Atualmente, são realizadas mais de 350 milhões de cirurgias com anestesia geral todos os anos. Mas ainda não sabemos ao certo como estes medicamentos misteriosos nos colocam para dormir. Agora, surgem novas indicações que ensinam aos cientistas as funções fundamentais do nosso cérebro. Elas chegam a nos dar pistas sobre as origens da nossa própria consciência. Sono universal Existem diversas categorias de anestésicos. Alguns trabalham bloqueando diretamente a dor, enquanto outros nos deixam relaxados e sonolentos. Mas a anestesia geral vai um passo além. Ela nos deixa inconscientes e, com isso, ficamos sem nenhuma percepção do que quer que aconteça em seguida. Existe uma infinidade de anestésicos capazes de induzir o estado de inconsciência. Eles variam de gases aparentemente inertes raramente empregados na prática, como o xenônio, até o propofol, que é o anestésico geral mais comum e amplamente utilizado. Os anestésicos gerais podem ter estruturas químicas muito diferentes. Mas seu efeito geral é interferir na comunicação entre as células nervosas do cérebro, evitando que elas conversem entre si. Imagens de ressonância magnética mostram claramente que existe uma redução global da atividade cerebral. O que não sabemos ao certo é como exatamente isso leva o paciente a dormir. Entre outras coisas, ainda não está claro se o estado de inconsciência induzido pelo…
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