Ultraleve caiu no interior de SP por uso de peças automotivas e remendos com fita isolante, diz Cenipa
Destaques15/10/2026 às 18:13
]]> Piloto morreu em queda de ultraleve em Pereira Barreto (SP) Reprodução O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu o relatório final com a causa da queda de um avião anfíbio de pequeno porte dentro do Rio Tietê, em Pereira Barreto (SP), em fevereiro de 2024. O acidente resultou na morte do piloto Rosivaldo Mendes da Silva, à época com 38 anos, e deixou um passageiro gravemente ferido. De acordo com o documento técnico da Força Aérea Brasileira que faz parte do relatório, o ultraleve experimental apresentava uma série de irregularidades que contribuíram para o desfecho trágico. Durante a perícia, os investigadores localizaram diversos componentes não aeronáuticos e adaptados no motor, como radiador de óleo, filtros de ar e de combustível de veículos terrestres, abraçadeiras de uso geral e fios elétricos remendados com fita isolante. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Ainda conforme consta no relatório, o piloto era proprietário de uma oficina de motos na cidade de Sud Mennucci (SP) e realizava as manutenções da aeronave. Além das condições estruturais, a investigação constatou que o condutor do avião não estava habilitado para pilotar aquele tipo de aeronave. Embora possuísse certificado para operar veículos aéreos, ele não possuía a habilitação específica de aeronave aquática ou anfíbia exigida pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Piloto de ultraleve morre e passageiro fica ferido em acidente em Pereira Barreto A vítima também mantinha registros de voo desatualizados — com pouco mais de 12 horas lançadas no sistema oficial — e passou mais de uma década voando com habilitação vencida. Outro ponto destacado no relatório foi a infração quanto ao horário de voo. A decolagem de um aeródromo privado da região foi realizada para observar o pôr do sol, e o voo se estendeu para além do horário diurno permitido. A pista operava exclusivamente durante o dia, e a legislação veda o voo noturno para aparelhos de classe experimental sem equipamentos específicos e autorizações. Cerca de dez minutos após a decolagem, a aeronave inclinou-se de forma súbita para o lado esquerdo, perdeu sustentação e…
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