Trump perde o Congresso: o que muda para o Brasil e para os conflitos no mundo?
Destaques05/11/2026 às 03:00
]]> Trump reconhece derrota, mas diz que vai usar poder de veto Com a derrota do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas eleições de meio de mandato (midterms), realizadas nesta terça-feira (3), a expectativa histórica de que o republicano volte suas atenções para a política externa nos dois últimos anos de governo pode não se confirmar. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Embora esse seja um comportamento observado entre presidentes americanos anteriores que perdem força no Congresso, especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que Trump deve seguir um caminho diferente já que sua atuação internacional, especialmente a guerra contra o Irã, contribuiu para o desgaste de sua popularidade e para a derrota eleitoral. Isso não significa que outros países não devem ser afetados pela derrota republicana. Na América Latina, os especialistas apontam desde um possível afastamento dos EUA de questões envolvendo a Venezuela até uma intensificação da pressão sobre Cuba. Para o Brasil, a tendência é de continuidade das políticas americanas, embora o novo Congresso possa ampliar a fiscalização sobre medidas do governo Trump. Já no Oriente Médio, a nova maioria democrata pode dificultar o financiamento da guerra contra o Irã e aumentar a pressão por um acordo para encerrar o conflito. Entenda mais abaixo: Por que Trump pode contrariar o histórico dos 'patos mancos'? Historicamente, presidentes americanos tendem a voltar suas atenções para a política externa nos últimos anos de mandato. Isso acontece especialmente ao perderem força no Congresso, quando são chamados de "patos mancos". A expressão é usada para políticos que ainda estão no cargo, mas já são vistos como figuras com menos poder e influência. Com mais dificuldades para aprovar medidas internas, eles buscam resultados nas relações internacionais, onde possuem maior autonomia para agir. 🔎Esse comportamento inclui exemplos como Bill Clinton, que tentou negociar um acordo de paz entre israelenses e palestinos no fim do governo, e Barack Obama, que, após a derrota democrata nas eleições de meio de mandato de 2014, fechou um acordo nuclear com o Irã e restabeleceu relações diplomáticas…
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