Tortura e abuso de menina no ES são transmitidos ao vivo para mais de 300 menores na internet
Destaques27/10/2026 às 19:14
]]> Adolescente é suspeito de exibir agressão e tortura de menina na internet Um adolescente de 15 anos foi apreendido em Vila Velha, na Grande Vitória, suspeito de agredir, torturar e estuprar a namorada, de 14 anos, enquanto transmitia o crime ao vivo para outros 300 menores. A apreensão aconteceu no dia 8 de outubro e foi divulgada nesta terça-feira (27). Segundo a Polícia Civil, a transmissão aconteceu por meio de um aplicativo de mensagens em grupo, o Root. O caso foi descoberto pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), ligado ao Ministério da Justiça, que enviou as informações à Polícia Civil capixaba. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A partir do documento, a corporação abriu um inquérito no último dia 5. Segundo o delegado Brenno Andrade, chefe da Divisão Patrimonial e titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), os dois adolescentes se conheceram em um grupo do próprio aplicativo. Como moravam perto um do outro, passaram a se encontrar pessoalmente e começaram a namorar. No entanto, o namorado passou a desconfiar de uma suposta traição. Revoltado, ele pulou o muro da casa da menina quando ela estava sozinha e cometeu as agressões e o estupro, que foram gravados e transmitidos em tempo real. Depois do crime, o adolescente também enviou mensagens para a vítima com ameaças de morte. Em uma delas, divulgada pela Polícia Civil, a menina contava que o irmão havia descoberto alguns hematomas em seu braço. Em resposta, o namorado a ameaçou mais uma vez. O g1 tentou contato com o aplicativo Root, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem. Violência ao vivo A polícia apurou que o grupo em que a transmissão ao vivo foi exibida reúne conteúdo ligado a diversos tipos de violência, como incentivo à automutilação, tortura de animais, racismo, misoginia e abuso e exploração sexual infantil. O delegado Andrade afirmou que o grupo é "altamente organizado", com lideranças e hierarquia, além de participantes que participam como expectadores. Além do grupo investigado, outras comunidades do tipo se autodenominam 'panelas' e têm integrantes de todo o país. No momento do crime registrado em…
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