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TOC afeta até 3% da população mundial; conheça a terapia que ajuda a enfrentar o transtorno

Destaques 16/10/2026 às 05:00
TOC afeta até 3% da população mundial; conheça a terapia que ajuda a enfrentar o transtorno
]]> TOC: o transtorno que transforma o medo em rotina Adobe Stock Aos 13 anos, Alex começou a desenvolver comportamentos que não conseguia controlar. Precisava carregar exatamente sete objetos consigo. No celular, ela mantinha precisamente 400 contatos. Alex, que prefere não divulgar seu nome completo, se descreve como uma "obsessiva por rituais" e alguém que precisa verificar tudo repetidamente. Com o passar do tempo, já não se tratava mais apenas de contar objetos ou contatos. Ela passou a ter medo de tocar em maçanetas. Depois, tarefas cotidianas como fazer compras, receber visitas em casa ou viver sua sexualidade se transformaram em desafios quase impossíveis. Hoje, aos 36 anos, ela sente a necessidade de tomar banho após cada ida ao banheiro e lava constantemente as mãos. Talheres usados não são lavados: ela os joga no lixo. O transtorno passou a ditar a vida de Alex. A mulher diz se envergonhar da situação. "Você assiste a si mesmo enlouquecendo", resume. Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Agora no g1 Quando pensamentos viram ameaça Alex é uma das mais de 2 milhões de pessoas na Alemanha que vivem com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), segundo a Sociedade Alemã de Transtornos Obsessivos-Compulsivos. Cientistas estimam que 2% a 3% da população mundial é afetada pelo transtorno. O psicólogo britânico Paul Salkovskis explica o TOC por meio de um modelo cognitivo. Tudo começa com um pensamento intrusivo, o que pode acontecer com qualquer pessoa: "Esqueci o fogão ligado". A maioria das pessoas faz uma rápida verificação mental e conclui que não, o fogão está desligado. O pensamento desaparece. Mas, para quem sofre de TOC, ele permanece. E passa a ser interpretado como uma ameaça real: "Se eu deixei o fogão ligado, a casa pode pegar fogo e pessoas podem morrer". O resultado é uma sensação muito forte de medo, culpa ou responsabilidade. Segundo Katharina Bey, psicoterapeuta e responsável pelo ambulatório especializado em TOC do Hospital Universitário de Bonn, na Alemanha, os comportamentos compulsivos surgem como uma tentativa de neutralizar essas emoções. "Até pode haver um alívio momentâneo da ansiedade, mas isso reforça a ideia de que aquele…
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