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Tesouro realiza maior venda de títulos desde 2020 diante de queda dos juros no mercado financeiro

Rio de Janeiro 08/10/2026 às 18:29
Tesouro realiza maior venda de títulos desde 2020 diante de queda dos juros no mercado financeiro
]]> O Tesouro Nacional vendeu nesta quinta-feira o total de R$ 33,28 bilhões em títulos prefixados (com taxas de rendimento fixadas no momento da venda) para vencimentos entre 2028 e 2037. O gestor da dívida nacional se aproveita da queda de juros no mercado financeiro para aumentar as captações. Nas LTNs (Letras do Tesouro Nacional), o Tesouro arrecadou R$ 27,856 bilhões para vencimentos entre 2028, 2029 e 2032. Já com as NTN-Fs (Notas do Tesouro Nacional série F, que pagam juros semestrais), o órgão conseguiu vender R$ 5,427 bilhões em títulos com vencimento para 2031, 2033 e 2037. Como o governo gasta mais do que arrecada, é preciso buscar recursos no mercado para cobrir essa diferença, e a venda de títulos da dívida é uma das possibilidades. Investidores emprestam dinheiro ao governo para, no futuro, receberem o valor investido e um acréscimo em juros. De acordo com Sergio Goldenstein, ex-diretor do Departamento de Mercado Aberto do Banco Central e sócio da consultoria Eytse Estratégia, foi o maior leilão desde tipo de título desde dezembro de 2020, quando o Tesouro arrecadou R$ 44,3 bilhões em um único leilão. — A ampliação expressiva da oferta sinaliza maior confiança do Tesouro na capacidade de absorção de títulos prefixados pelo mercado, em um ambiente de maior apetite por risco e redução dos prêmios de juros — disse Goldenstein. Os juros futuros têm registrado forte queda nesta semana. Na segunda-feira, chegaram a reduzir mais de um ponto percentual em uma única sessão, movimento expressivo para um dia. Nesta quinta-feira, eles seguem em redução. Na última terça-feira, o Tesouro Nacional já havia aproveitado o cenário de juros mais baixos e captou R$ 6,83 bilhões em títulos públicos atrelados à inflação, papéis que apresentavam dificuldade de atração diante das altas taxas. O volume captado pelo Tesouro foi quase duas vezes maior do que a média anual para leilões desse tipo, de R$ 3,5 bilhões. Tudo se centra na expectativa de ajuste fiscal. Hoje, a trajetória crescente da dívida pública faz com que o governo precise oferecer rendimentos cada vez mais atraentes para conseguir honrar seus compromissos. Se houver uma revisão em seus gastos, a tendência é…
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