'Terrorista', 'Aniquilar para o inferno': EUA e Irã trocam acusações no púlpito da ONU, mas negociam fim da guerra nos bastidores
inicio23/09/2026 às 17:37
]]> Na ONU, presidente do Irã chama EUA e Israel de terroristas Os Estados Unidos e Irã retomaram nesta semana contatos diplomáticos para tentar encerrar a guerra no Oriente Médio, após três meses de interrupção nas negociações. As conversas ocorreram por meio de mediadores à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, enquanto o presidente americano, Donald Trump, e autoridades iranianas trocaram acusações e ameaças durante os discursos no plenário. Segundo Trump, os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner participaram de uma reunião de cerca de três horas com mediadores iranianos. O presidente classificou a conversa como "muito produtiva" e disse esperar um novo diálogo "em um futuro muito próximo". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Eles vêm sendo mediados há algum tempo, mas acho que há um grande impulso para que cheguem a um acordo", afirmou. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, confirmou que Teerã manteve negociações por meio de um mediador do Catar. Segundo ele, o Irã apresentou condições para o fim da guerra, entre elas o encerramento dos confrontos em todas as frentes e a suspensão dos "atos de agressão" dos Estados Unidos. Briga às claras Apesar dos sinais de distensão, os discursos de Trump e do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, chamaram atenção pelas trocas de acusações e ameaças agressivas. Em sua fala na terça, o americano afirmou que poderia “aniquilar o Irã” e mandar toda a nação persa para o inferno caso o conflito persistisse. Trump acusou os iranianos de matar mulheres e crianças e tentar produzir armamentos nucleares à revelia das normas internacionais. “Não há exemplo melhor de um perigo que teve permissão para ganhar força, colocando o mundo em risco, do que o principal patrocinador do terrorismo, a República Islâmica do Irã", afirmou o republicano. O americano também disse que o governo iraniano matou mais de 72 mil cidadãos no ano e afirmou que 10 mil pessoas foram mortas recentemente por protestarem. Segundo ele, mesmo depois de um cessar-fogo estabelecido para discussões nucleares, o Irã teria cometido “atos de terrorismo” contra navios civis de outros…
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