Tênis da Prada e Dolce & Gabbana, relógios e mais: polícia encontra itens de luxo na casa de chefe do CV
rio22/09/2026 às 14:03
]]> Preso durante a Operação Ícarus, Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, conhecido como Boss, tinha diversos itens de luxo em casa, em Maceió, no Alagoas. Durante a ação para prendê-lo, nesta segunda-feira, os agentes encontraram tênis da Prada e da Dolce & Gabbana, óculos da Louis Vuitton, relógios e roupas de grife. Ainda não se sabe se os produtos são originais. Segundo as investigações, Boss ocupava um papel central no esquema do Comando Vermelho (CV) para o transporte de drogas, mas teria conseguido se manter por anos longe dos inquéritos ao agir discretamente e mudar constantemente de endereço para dificultar sua localização. O esquema comandado por ele teria movimentado cerca de R$ 70 milhões, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Calor, vento e chuva: Extremos climáticos devem avançar pela primavera que chega nesta terça 'Tenho dez filhos, me dou bem com nove': Garotinho nega 'tapetão' contra inelegibilidade e lembra de briga de família Segundo o promotor Décio Alonso, do MPRJ, Boss ocupava uma função que antes era exercida por Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor. Ele articulava diretamente com chefes do CV o abastecimento de comunidades e era responsável por negociar cargas, organizar fretes e pagamentos, coordenar operadores logísticos e utilizar laranjas para movimentar o dinheiro do tráfico. — Ele ocupava um papel de liderança dentro da estrutura do Comando Vermelho. Mas, como adotava uma política de isolamento e “não colocava a cara”, conseguiu ficar muitos anos sem ser identificado nas investigações — explicou Alonso. O promotor afirmou ainda que, no Rio, Boss fornecia drogas exclusivamente para o Comando Vermelho, mas mantinha articulações com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em outros estados, principalmente em São Paulo. — As articulações eram feitas para evitar problemas na passagem de cargas por áreas do PCC e também para realizar operações de lavagem de dinheiro em São Paulo. Não encontramos nenhum indício de fornecimento de drogas para a facção paulista. A investigação sobre a movimentação de toneladas de drogas entre SP e RJ — rota considerada estratégica para o abastecimento de facções…
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