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Jovem Rio News

'Tenho uma doença que as pessoas têm muita vergonha de falar'

Destaques 21/10/2026 às 20:59
'Tenho uma doença que as pessoas têm muita vergonha de falar'
]]> Monica é a fundadora da organização beneficente Women's Health Hope Arquivo pessoal Monica Thomas estava na adolescência quando começou a sentir coceira e dor na região íntima. No entanto, apesar de inúmeras idas ao médico, seus sintomas foram descartados como sendo apenas candidíase. Os sintomas dela pioraram, e as feridas e bolhas passaram a deixá-la em dor constante. "Fiquei acamada por um longo período porque não conseguia andar", diz ela. Monica afirma que foi examinada 28 vezes em seis meses antes que os médicos lhe oferecessem uma biópsia. Agora no g1 Ela diz que "nós realmente não falamos sobre" saúde ginecológica como sociedade, então existe um tabu sobre os sintomas. "Mesmo quando vamos ao médico, para mim, o constrangimento de ter de tirar a roupa... com esses médicos examinando, é embaraçoso", afirma. "Mas, da mesma forma, quando você está com dor, coceira ou desconforto, conviver com isso é igualmente ruim." Aos 34 anos, a moradora de Suffolk, na Inglaterra, acabou recebendo o diagnóstico de uma condição chamada líquen escleroso (lichen sclerosus). A condição inflamatória crônica afeta os genitais e pode causar o aparecimento de manchas brancas acompanhadas de coceira, dor, fissuras e fissuras na pele, afirma Nighat Arif, médica especializada em saúde da mulher. Ela afeta tanto homens quanto mulheres, mas é mais comum em mulheres com mais de 50 anos. Também existe um pequeno risco de desenvolvimento de câncer de vulva. "É muito doloroso ter relações sexuais e urinar, e a condição pode ser confundida com doenças sexualmente transmissíveis, mas não é contagiosa", disse ela à BBC. As pesquisas sobre a prevalência do líquen escleroso vulvar são limitadas, mas uma análise realizada pela Universidade de Bristol com pessoas das regiões de West Midlands e Warwickshire estimou que a condição afeta cerca de 1% das mulheres. Sophie Rees, que ajudou a conduzir a pesquisa, disse à BBC: "Esse número é quase certamente uma subestimação, pois sabemos que muitas vezes há uma demora muito grande no diagnóstico, e algumas pessoas provavelmente passam a vida inteira sem receber um diagnóstico." "Infelizmente, ainda existe muita vergonha e constrangimento em buscar…
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