Técnica inédita que separa terras raras funciona em laboratório da USP e deve ser testada em RR
inicio23/09/2026 às 09:00
]]> Pesquisa sobre terras raras em Roraima avança após pesquisas da USP Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram em laboratório uma técnica inovadora para separar as terras raras a partir das amostras de argila coletadas no Complexo Barreira, em Caracaraí, no Sul de Roraima. A região é estudada desde 2025 por cientistas pesquisadores da Universidade Federal de Roraima (UFRR), que identificaram rochas e argilas com alta concentração de elementos de terras raras, minerais essenciais para o setor de tecnologia. Na USP, os cientistas conseguiram utilizar nanotecnologia para separar os elementos presentes nas argilas. Após o sucesso da técnica no laboratório, o objetivo é implementar o método em campo, onde fica o Complexo Barreira. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp 🔎 As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos estratégicos para a indústria de alta tecnologia. Eles são usados na fabricação de baterias, turbinas eólicas, carros elétricos, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa. O processo na USP utiliza nanopartículas magnéticas preparadas para se ligar especificamente a determinado elemento presente em uma solução — funcionam como “capturadores”. Depois que o elemento se prende às partículas, um ímã é usado para retirá-las da mistura. Em seguida, as nanopartículas são colocadas em um meio com acidez controlada, que libera a terra rara separada. Doutor em Química e pesquisador da USP, o professor Henrique Eisi Toma desenvolveu, junto com a própria equipe, a técnica aplicada às amostras enviadas de Roraima. Para ampliar o conhecimento sobre a região, ele esteve pela primeira vez no Complexo Barreira, no dia 19 de outubro. A visita de campo teve como objetivo compreender como o material é encontrado na natureza, medir a radioatividade e validar a tecnologia em campo. Toma disse que, com o uso da nanotecnologia, é possível reduzir o impacto ambiental da separação das terras raras, tendo em vista que o processo não produz resíduos poluentes na natureza. "É um processo circular [a nanotecnologia]. Você recupera e solta, recupera e solta, e a partícula vai sendo usada o tempo todo. Nunca produz rejeito, não produz…
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