TCE aponta falta de planejamento para a primeira infância em MG; 84% das cidades não têm plano específico
Destaques07/10/2026 às 20:19
]]> Minas tem déficit de políticas integradas para primeira infância Uma auditoria do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG) apontou falta de planejamento e de integração entre políticas públicas voltadas à primeira infância no estado. Ao analisar ações realizadas pelo poder público entre 2024 e 2025, o órgão identificou falhas na articulação de serviços destinados a crianças de zero a seis anos. Segundo o relatório, 84,71% dos municípios avaliados não possuem um Plano Municipal pela Primeira Infância. Das 700 prefeituras que responderam ao questionário enviado pelo TCE, 593 informaram não ter o documento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp A auditoria também identificou problemas na integração entre as áreas de saúde e assistência social. Em 95,87% das cidades pesquisadas não há protocolos formais para encaminhamento de gestantes e crianças em situação de vulnerabilidade entre os serviços. De acordo com o tribunal, esse cenário ocorre ao mesmo tempo em que o estado registra indicadores preocupantes na área da saúde infantil. Em 2024, Minas Gerais atingiu o maior índice da série histórica de recém-nascidos com baixo peso, de 10,46%. Outro dado destacado pelo relatório mostra que 63,39% das mortes infantis registradas em MG ocorreram por causas consideradas evitáveis. Recursos deixam de ser utilizados O TCE também apontou que municípios deixaram de acessar recursos federais destinados ao atendimento de famílias vulneráveis. Segundo o levantamento, 236 cidades que atualmente não participam do programa de visitação domiciliar informaram que têm condições de aderir à iniciativa. Caso cumprissem a meta mínima de atendimento, esses municípios poderiam receber, juntos, mais de R$ 21,2 milhões por ano em repasses federais. Para o tribunal, o problema está mais relacionado à falta de articulação e planejamento do que à ausência de recursos financeiros. Falta de capacitação e estrutura A auditoria identificou ainda que: 66% dos gestores municipais disseram não ter realizado capacitações voltadas à primeira infância; cerca de 80% das cidades não oferecem formação conjunta para profissionais da saúde e da assistência social; as 28 Unidades…
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