Taxista que socorreu arqueóloga baleada no Leblon diz: 'Eu vi uma senhora que interpretei como se fosse a minha avó'
Rio de Janeiro26/10/2026 às 17:47
]]> O taxista Mikail Andrade, de 32 anos, foi uma das pessoas que prestaram os primeiros socorros à arqueóloga Tania Andrade Lima, de 81 anos, baleada três vezes durante um assalto em 15 de outubro, na Rua General Venâncio Flores, no Leblon, Zona Sul do Rio. Na ocasião, Andrade passava pela região durante seu horário de almoço quando ouviu os disparos e viu a professora aposentada do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) caída no chão. Em Nilópolis: homem é preso suspeito de agredir, ameaçar de morte e manter a esposa amarrada Na Dutra: Caminhão com duas toneladas de maconha é interceptado pela PRF Era começo da tarde de uma quinta-feira quando ele deixou o carro e correu para ajudar a vítima, acompanhado de outros dois homens e uma mulher. Ao perceber que Tania sangrava no braço, o taxista improvisou um torniquete com um fio de carregador de celular para tentar estancar a perda de sangue. A experiência que teve durante uma breve passagem pelas Forças Armadas o ajudou a agir naquele momento. Apesar da hemorragia, ele conta que a professora permaneceu calma enquanto recebia os primeiros socorros: — Eu fiz um torniquete nela usando um fio de carregador para tentar estancar o sangue do braço. Depois, vi na reportagem que a bala tinha atingido três lugares, mas, naquele momento, a gente só tinha identificado o ferimento no braço. Para agilizar o atendimento, Mikail pediu ajuda a um motociclista que passava pelo local e a outro taxista, que entrou em contato com a base do programa Segurança Presente, localizado na Praça Antero de Quental, a cerca de um quarteirão de distância. A iniciativa foi uma tentativa de evitar que Tania precisasse esperar pela chegada de uma ambulância. Assim que os policiais chegaram ao local, Andrade informou o que havia acontecido e contou sobre o torniquete. Na sequência, os policiais colocaram Tania na viatura e a levaram para o Hospital municipal Souza Aguiar, na Gávea. Durante o atendimento, o taxista diz que, além da preocupação com o estado de saúde da arqueóloga, sentiu a insegurança de presenciar um episódio de violência em uma rua do Leblon. Sem saber a idade da vítima, ele a enxergou como alguém de sua…
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