Tarcísio diz que não fazia consulta a partidos para nomear cargos e cita 'distância da política' ao comentar relação com Milton Leite
inicio18/09/2026 às 23:48
]]> O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, durante evento na Zona Oeste de SP. Reprodução/TV Globo O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (18), em evento na Vila Leopoldina, na Zona Oeste da capital, que seu governo adotou como regra manter um secretariado técnico e que não fazia consultas a partidos para indicar pessoas para cargos. A declaração foi dada ao ser questionado por jornalistas sobre sua relação com o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil), que é alvo de uma operação que investiga suspeitas de ligação entre ele e o Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público da capital paulista (leia mais abaixo). Tarcísio voltou a dizer que a relação com Leite é institucional e que os dois tratavam de problemas relacionados à infraestrutura e ao saneamento. Segundo o governador, entre os assuntos discutidos estavam obras e serviços na região Sul da capital, como questões envolvendo a Represa de Guarapiranga, a Rodovia Régis Bittencourt, a Estrada do M'Boi Mirim, além de saneamento básico e a extensão do trem até Parelheiros. “Ele [Milton Leite] não tinha nenhuma posição no governo do estado”, afirmou Tarcísio. Segundo o governador, a ausência de indicações políticas para postos do governo foi uma escolha feita desde o início da gestão. “Eu fui bastante criticado por isso até, por manter em algum momento, em alguma medida, uma certa distância da política, ou não fazer as coisas como a política estava acostumada”, disse. Após se entregar à polícia, Milton Leite diz ser inocente: 'Só se arrepende quem comete crime' Tarcísio afirmou ainda que a administração estadual adotou critérios técnicos para as indicações e citou como exemplo a nova legislação das agências reguladoras. “Eu não faço consulta a partido para colocar pessoas em determinadas posições”, afirmou. Sobre a investigação envolvendo Milton Leite, Tarcísio disse que não deve haver distinção entre aliados e adversários políticos na atuação das instituições. “Temos aqui uma polícia de Estado, mas temos um Ministério Público de Estado. A gente não tem aqui, não…
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