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Supermercados ampliam espaço para produtos saudáveis e já vendem até cerveja e picolé proteicos

Rio de Janeiro 04/10/2026 às 08:00
Supermercados ampliam espaço para produtos saudáveis e já vendem até cerveja e picolé proteicos
]]> As redes de supermercados fluminenses estão ampliando o espaço para a oferta de produtos saudáveis. De acordo com a Associação de Supermercados do Estado do Rio (Asserj), no último ano, os consumidores passaram a ter acesso a refrigerantes sem cafeína, chocolates com adição de creatina e até cerveja e picolé proteicos. Esses clientes gastam, em média, R$ 130 por mês nesta categoria. Bolsa Família: saiba como funciona o desligamento voluntário do programa para requerer o BPC/Loas Desenrola 3.0: regras do programa são questionadas no STF por entidade de defesa dos consumidores A mudança ganhou força há dois anos. Em 2024, a cesta de saudáveis cresceu 12,6% em volume, enquanto o consumo dos produtos de giro rápido ficou estável, segundo a Asserj. Em 2025, as vendas de whey subiram 124%, e as de creatina, 89%. Com o aumento da oferta desses itens, o perfil do consumidor vem apresentando mudanças. A Asserj aponta que mulheres de 25 a 45 anos das classes A e B seguem como maioria, mas a diferença em relação aos homens vem caindo, e a classe C começa a aderira esses produtos. A compra também deixou de ser individual e entrou na lista de consumo da família. Para o presidente da Asserj, Fábio Queiróz, a busca por produtos com foco na saúde “furou a bolha”: — Durante muito tempo, a gente imaginou que o consumidor de produtos saudáveis era quase um personagem: jovem, solteiro, de academia e com whey na mochila. A saudabilidade deixou de ser um comportamento de nicho e começou a entrar na lista de compras da família. A dentista Thayane Barcelos, de 38 anos, que mora com três parentes, gasta com produtos saudáveis cerca de metade da compra do mês, entre R$ 700 e R$ 1 mil. — Nos últimos anos, percebo que realmente as prateleiras dos supermercados têm se esforçado em fornecer marcas que ofereçam mais saúde. A granola, por exemplo, você acha com muito mais variedade. Os tipos de farinha e aveia têm mais opções de marcas — afirma a consumidora. Diferença de preços para comer melhor Comer melhor ainda custa mais, porém a diferença vem diminuindo ano a ano, segundo a Asserj. Em média, os produtos saudáveis saem de 50% a 60% mais caros do que as versões tradicionais. A…
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