'Split payment': campanha de Flávio diz que acabará com mecanismo da reforma tributária que busca reduzir sonegação
Economia07/10/2026 às 14:25
]]> Flávio: 'Comigo vai ser sempre com a ponderação, com respeito à Constituição' O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (7) que, entre as mudanças que pretende fazer na Constituição para "redemocratizar" o país caso seja eleito, estão alterações na reforma tributária proposta pelo governo Lula (PT) e aprovada pelo Congresso. 🔎O split payment (ou pagamento fracionado) é um mecanismo de divisão automática de valores no momento do pagamento de uma compra ou serviço, criado no contexto da Reforma Tributária. O objetivo é reduzir a sonegação de impostos. Por exemplo, quando um cliente paga uma compra (por Pix, cartão de crédito/débito, boleto ou TED), o sistema financeiro ou a maquininha separa na mesma hora os valores correspondentes aos novos tributos (IBS e CBS). A parte do imposto vai direto para a conta do governo (União, Estados e Municípios), enquanto o valor líquido (já sem o imposto) cai na conta do fornecedor. Nessa terça-feira (6), a coordenadora do núcleo econômico e porta-voz da campanha presidencial de Flávio, Daniella Marques, disse que, se eleito, o governo do PL pretende acabar com o chamado "split payment" da reforma tributária sobre o consumo. Daniella Marques comentou sobre a medida durante entrevista no programa ALive, apresentado pelo jornalista Claudio Dantas. Questionada se acabaria com o "split payment", ela declarou: "Claro que sim". "Essa daí eu vou homenagear Carlos Bolsonaro [senador eleito pelo PL] e Adolfo Sacshida [economista que também faz parte da campanha de Flávio Bolsonaro], que já pautaram esse governo, e foram muito vocais, foram implacáveis contra o 'split payment', que simplesmente asfixia o capital de giro do pequeno, que já está asfixiado", disse Daniella Marques. No ano passado, o atual secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, explicou como o mecanismo do "split payment" reduziria a sonegação e contribuiria para aumentar o caixa do governo. "A evasão tende a diminuir muito porque o dinheiro já cai diretamente ali [na conta do governo, estados e municípios]. A não ser que não pague com meio eletrônico. Se pagar em dinheiro, não tem 'split'. Mas se pagar por qualquer meio…
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