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Sociedades médicas pedem à Anvisa proibição total de implantes hormonais manipulados no Brasil

Destaques 01/10/2026 às 18:24
Sociedades médicas pedem à Anvisa proibição total de implantes hormonais manipulados no Brasil
]]> Médicos exploram brecha e seguem vendendo implantes anabolizantes para fins estéticos Doze entidades médicas e científicas nacionais e internacionais pedem à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a proibição total dos implantes hormonais manipulados no Brasil, conhecidos popularmente como "chips da beleza". O pedido está na Carta do Rio de Janeiro, divulgada nesta quinta-feira (1º), durante o 20º Congresso Mundial de Menopausa, realizado na capital fluminense. Entre as entidades que assinam o documento estão a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedade Internacional da Menopausa (IMS). Também assinam a carta a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a Associação Brasileira de Climatério (Sobrac) e as sociedades brasileiras de Mastologia (SBM), Reprodução Humana (SBRH), Cardiologia (SBC) e Hepatologia (SBH). As entidades alertam que os implantes, frequentemente vendidos como solução para sintomas da menopausa, alterações na libido, emagrecimento e ganho muscular, não passaram por estudos clínicos de qualidade que comprovem os benefícios anunciados ou garantam a segurança de seu uso. A carta também denuncia a expansão de um modelo comercial que envolve produção em escala, formação de estoques, treinamento de médicos para prescrever os produtos e divulgação nas redes sociais. Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Em maio, uma investigação do g1 revelou como esse mercado continua funcionando apesar das restrições sanitárias. A reportagem identificou médicos que prescrevem os implantes, oferecem cursos sobre sua utilização e mantêm vínculos comerciais com farmácias de manipulação. Documentos obtidos pela reportagem mostraram que implantes comprados por cerca de R$ 200 chegam a ser revendidos às pacientes por valores entre R$ 4 mil e R$ 12 mil. Agora, as entidades querem que a proibição seja acompanhada de fiscalização mais rigorosa, fortalecimento da…
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