← Voltar ao portal
Jovem Rio News

'Só vou parar de sofrer quando Deus me levar': mãe de PM morto em megaoperação conta que neta fala do pai como se ele estivesse vivo

Rio de Janeiro 30/10/2026 às 09:11
'Só vou parar de sofrer quando Deus me levar': mãe de PM morto em megaoperação conta que neta fala do pai como se ele estivesse vivo
]]> Havia algo de errado naquela terça-feira, 28 de outubro de 2025. Carmem Lúcia Serafim, de 68 anos, acordou com um pressentimento estranho no coração, que se intensificou ainda pela manhã, quando saiu de casa, no bairro Martins Costa, em Mendes, interior do Rio, para sacar o dinheiro da aposentadoria em uma lotérica. No caminho, um sobrinho comentou sobre uma grande operação na capital. Queria saber se o filho dela, Cleiton Serafim Gonçalves, de 42 anos, terceiro-sargento do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), estava participando. Carmem não tinha certeza. Preocupada, ligou para a nora e soube que ele havia ido ao Rio na noite anterior para chegar a tempo das orientações do comandante. A última notícia que receberam foi a de que ele havia socorrido um amigo e permanecia em confronto com criminosos na Vacaria, área de mata no Complexo da Penha, onde o batalhão se concentrou para cercá-los. A Operação Contenção teve 122 mortos. Deles, cinco eram policiais: três civis e dois militares do Bope. Durante um ano, a Delegacia de Homicídios da Capital investigou os homicídios dos agentes e indiciou, este ano, 12 traficantes do Comando Vermelho. Os inquéritos estão sob análise do Ministério Público. Carmem, no entanto, não sabia da conclusão. Na verdade, ela compartilha um certo desinteresse, consequência da dor pela ausência do filho que, até hoje, espera reencontrar. A história dela é a última da série “Elas não esquecem”, que ouviu mulheres impactadas pela operação. Na lotérica, Carmem estranhou a dificuldade para acessar a conta. O sistema não aceitava sua senha, e a tensão começou a aumentar a angústia que ela sentia no peito. Decidiu, então, ir para uma unidade da Caixa, mas o problema persistiu — assim como os pensamentos no filho. Uma tontura a abateu e, nervosa, ela pediu ajuda a uma funcionária. Sem perceber, começou a falar do Cleiton para ela, afirmando que ele estava em perigo. Sem entender muito, a moça tentou acalmá-la e fez uma nova senha para que fosse possível sacar o dinheiro. ‘Não conseguia acreditar’ Carmem apressou o passo e foi fazer fisioterapia, para tratar uma série de lesões na coluna. Enquanto aguardava o horário da sessão,…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.
Ler matéria completa na fonte → Página inicial