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Sem sinal: após decreto do governo federal, bloqueio de celulares nos presídios fica mais ágil

Rio de Janeiro 17/10/2026 às 09:30
Sem sinal: após decreto do governo federal, bloqueio de celulares nos presídios fica mais ágil
]]> O bloqueio de celulares dentro de presídios tornou-se mais ágil desde a terça-feira passada, quando um decreto do governo federal passou a permitir que o uso de aparelhos identificados seja neutralizado sem necessidade de decisão judicial. O Rio de Janeiro foi o primeiro estado a implementar o novo mecanismo. Na quarta-feira, um dia depois da publicação da medida no Diário Oficial da União, policiais penais federais e estaduais conduziram uma fase da operação Modo Avião, que identificou 143 aparelhos em penitenciárias fluminenses. Os dados foram inseridos na plataforma da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e, na quinta-feira, os equipamentos estavam inoperantes. Antes, a Secretaria estadual de Polícia Penal (Seppen) precisava recorrer à Justiça para levar adiante o bloqueio. Isso vinha sendo feito por meio de parcerias da pasta com o Tribunal de Justiça e o Ministério Público, mas o processo era mais lento. A identificação dos celulares realizada esta semana nos presídios do Rio foi feita a partir de um aparelho de tecnologia israelense conhecido por aqui pela sigla Etre (Equipamento Tático de Revista Eletrônica). No ano passado, o governo federal comprou 15 modelos por R$ 3,8 milhões cada — gastou R$ 57 milhões no total. São instrumentos portáteis, que cabem em mochilas e podem rastrear qualquer tipo de dispositivo que utilize chips de operadoras de celular. Além dos telefones, entram na mira relógios eletrônicos e até roteadores de wi-fi. Inteligência penal Mais modernos que similares usados no país, os Etres têm capacidade para identificar chips com tecnologia 5G e são calibrados para atingir um raio de cerca de 700 metros, o que diminui o risco de que sejam rastreados celulares fora dos muros do presídio. A operação é feita por policiais penais federais e seus pares no estado. — É o estado que solicita uma ação da Modo Avião. Nós montamos a operação e fazemos o rastreio junto com os agentes locais. O bloqueio das comunicações dos criminosos passa a ser muito mais efetivo e eficiente no sentido de neutralizar golpes, extorsões, os “salves”. Não me recordo de outra medida tão impactante no âmbito da inteligência penal — disse Glautter Morais,…
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