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Selic: por que o Banco Central pode parar de cortar juros após a reeleição de Lula?

Destaques 04/11/2026 às 03:00
Selic: por que o Banco Central pode parar de cortar juros após a reeleição de Lula?
]]> Copom reduz taxa de juros, e o FED mantém Jornal Nacional/ Reprodução O Banco Central chega à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira (4) diante de um cenário mais complicado para decidir o futuro da taxa básica de juros, a Selic. A expectativa predominante entre economistas é de que o BC interrompa o ciclo de cortes e mantenha a Selic em 13,75% ao ano. Embora a deterioração das expectativas de inflação e a incerteza sobre a condução das contas públicas tenham reduzido o espaço para novos cortes, parte dos analistas ainda considera possível uma última redução de 0,25 ponto percentual, levando os juros a 13,50% ao ano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O comunicado do Banco Central também será acompanhado de perto pelos investidores em busca de pistas sobre a trajetória dos juros em 2027, especialmente diante das dúvidas sobre a política fiscal do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A reação do mercado financeiro ao resultado do segundo turno das eleições deu uma dimensão dessas preocupações. O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a semana de 30 de outubro com queda de 18,12%, a quinta maior desvalorização semanal desde o início do Plano Real. Agora no g1 Além disso, as empresas listadas perderam R$ 963 bilhões em valor de mercado na mesma semana, segundo levantamento da Elos Ayta. Para dimensionar a magnitude dessa perda, o montante equivale a 1,31 vez o valor de mercado da Petrobras, atualmente estimado em R$ 734 bilhões. ➡️ A preocupação é que, sem uma mudança na condução das contas públicas, o país continue convivendo com juros elevados, o que dificulta investimentos, encarece o crédito e limita o crescimento econômico. "Esperamos manutenção da taxa Selic em 13,75% na reunião de novembro. A decisão deve ser unânime e refletir a avaliação de piora do cenário-base", afirma o Itaú BBA em relatório. Na avaliação do banco, o ambiente internacional também se tornou mais desfavorável, com juros elevados nas economias desenvolvidas e nova rodada de alta nos preços do petróleo. No Brasil, embora a atividade econômica esteja desacelerando, o mercado de trabalho continua resistente e a…
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