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Jovem Rio News

Seca e incêndios matam abelhas e fazem produção de mel despencar em Roraima

Destaques 01/11/2026 às 09:00
Seca e incêndios matam abelhas e fazem produção de mel despencar em Roraima
]]> Apicultores relatam prejuízos com avanço da seca e incêndios em Roraima. Raquel Maia/Rede Amazônica A seca prolongada e o avanço dos incêndios florestais têm provocado prejuízos para produtores rurais em Roraima. A combinação de altas temperaturas e a falta de chuva afeta a floração das plantas. Sem flores, as abelhas ficam sem néctar e pólen, o que compromete a sobrevivência dos insetos e derruba a produção de mel. O apicultor José Pinheiro mantém uma criação na zona rural de Boa Vista e relata que parte dos enxames fugiu para outras regiões para sobreviver. Com menos abelhas, ele precisou retirar caixas de captação, o que diminuiu ainda mais o rendimento. A produção dele caiu 80%. "Nos meus apiários, eu já cheguei a produzir até cinco toneladas de mel. Hoje, só estou tirando uma tonelada", lamenta. Boa parte das criações de abelhas em Roraima fica no lavrado. A vegetação seca típica da região facilita o avanço do fogo, que ameaça queimar as colmeias e matar os insetos. "Quando pega fogo nesse lavrado, não tem como a gente apagar. A labareda é muito forte”, relata José. Caixas de abelhas ficam paradas após prejuízos causados pela seca em criação de abelhas em Roraima. Raquel Maia/Rede Amazônica Na mesma região, o apicultor Anderson Freitas perdeu mais de 20 caixas de abelhas após um incêndio destruir uma propriedade de 200 hectares. O fogo começou após o escapamento de um carro encostar na vegetação seca. As chamas consumiram as colmeias, o veículo e uma carretinha de transporte. “É um sentimento muito ruim, ver tudo se acabar e não poder fazer nada. Tive que me afastar e preservar minha vida, porque não conseguia apagar aquele fogo”, relembra. A seca também castiga os agricultores, que não conseguem água para manter as plantações. Na zona rural da capital, o prejuízo atinge roças de tomate, milho e couve. O agricultor Carlos Pereira investiu cerca de R$ 12 mil no cultivo de tomate, mas perdeu grande parte da safra. Ele teme uma piora na situação. “Se continuar mais cinco ou seis meses de verão, eu vou parar. Sem água, não tem como produzir”, afirma. Leia mais: Seca baixa nível dos rios e compromete plantações em Roraima Carro pega fogo e chamas destroem…
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