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Jovem Rio News

‘Se um dia eu morrer, quero estar fardado’: ex-mulher lembra frase de PM do Bope morto em Jacarepaguá

Rio de Janeiro 12/10/2026 às 21:18
‘Se um dia eu morrer, quero estar fardado’: ex-mulher lembra frase de PM do Bope morto em Jacarepaguá
]]> Menos de um ano depois de perder um integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) na megaoperação do Complexo da Penha, a família de Heber Carvalho Fonseca voltou a se despedir de um policial da tropa de elite. Nesta segunda-feira, parentes, amigos e colegas de farda acompanharam o sepultamento do subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, irmão de Heber, morto no domingo durante uma ocorrência em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. A suspeita é de que policiais do 18º BPM tenham confundido uma abordagem feita por agentes do Bope com uma ação criminosa e disparado contra os colegas. — Ele dizia: "Se um dia eu morrer, eu quero estar fardado" — recordou Aline Viana, ex-mulher de Gláucio, durante a despedida. O velório ocorreu no cemitério Jardim da Saudade, na Zona Oeste, onde a emoção tomou conta dos familiares. Aline e os dois filhos do subtenente choraram ao ver o corpo na capela. Antes do sepultamento, marcado para as 16h, um helicóptero do Bope sobrevoou o cemitério e lançou rosas brancas e vermelhas em homenagem ao policial. Em terra, integrantes da tropa de elite formaram um corredor para a passagem do caixão. — Ele sacrificou a própria vida pelos irmãos — afirmou um colega de farda. A despedida ocorreu a poucos dias do primeiro aniversário da morte de Heber, um dos cinco policiais mortos na megaoperação realizada em 28 de outubro de 2025, no Complexo da Penha. Gláucio estava na Polícia Militar havia quase 26 anos, a maior parte deles dedicada ao Bope. Para a família, além da dor de uma segunda perda, permanece a cobrança por esclarecimentos sobre o tiroteio entre policiais militares que terminou com a morte do subtenente e deixou outros cinco agentes feridos. Família questiona comunicação entre batalhões Aline cobra explicações sobre as circunstâncias do confronto e questiona como agentes do 18º BPM teriam confundido uma abordagem feita por policiais do Bope com uma ação criminosa. Segundo ela, informações recebidas pela família indicam que a presença da tropa de elite na região havia sido comunicada, o que levanta dúvidas sobre a circulação do aviso entre as equipes. — Primeiramente, a gente quer entender exatamente o…
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