Saúde mental: 57% das jogadoras de futebol relatam problemas psicológicos; metade não recebe apoio dos clubes
Destaques12/10/2026 às 11:00
]]> AdobeStock Mais da metade das jogadoras de futebol feminino já enfrentou problemas de saúde mental, mas muitas não recebem assistência dos próprios clubes. É o que revela um relatório divulgado nesta segunda-feira (12) pela Federação Internacional de Associações de Jogadores Profissionais (FIFPRO). O levantamento, que ouviu 800 atletas de diferentes países, mostrou que 57% relataram dificuldades relacionadas à saúde mental. Entre elas, metade afirmou não ter recebido apoio psicológico dos clubes. A pesquisa também identificou que 49% das jogadoras consideram abandonar o futebol antes do planejado. Entre essas atletas, 59% apontaram dificuldades financeiras como um dos motivos, enquanto 46% mencionaram o estresse psicológico. Os dados fazem parte do relatório Working Conditions in Women's Football (Condições de Trabalho no Futebol Feminino), apresentado pela FIFPRO como a análise mais abrangente das condições de trabalho das jogadoras na última década. Agora no g1 O documento mostra que, apesar do crescimento do futebol feminino e do aumento das receitas do setor, boa parte das atletas ainda enfrenta salários baixos, contratos precários e falta de assistência à saúde. Segundo o levantamento: 57% das jogadoras afirmaram já ter enfrentado problemas de saúde mental; metade das atletas que relataram esses problemas não recebeu apoio dos clubes; 49% consideram encerrar a carreira antecipadamente; 56% possuem contrato de trabalho; 13% recebem benefícios previdenciários dos clubes; 47% afirmaram que suas equipes não têm profissionais suficientes para atender às necessidades das atletas. Falta de apoio psicológico preocupa Os problemas de saúde mental aparecem entre os principais desafios enfrentados pelas jogadoras, especialmente diante da pressão profissional e das condições de trabalho oferecidas pelos clubes. O relatório não detalha quais transtornos ou sintomas foram relatados pelas atletas, mas identifica o estresse psicológico como um dos fatores que levam parte delas a considerar o abandono precoce do esporte. Diante dos resultados, a FIFPRO defende que a assistência psicológica passe a ser obrigatória no futebol feminino. A entidade cita como exemplo a liga…
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