'Sabia que era especial': a história da mãe solo que há 23 anos adotou bebê com síndrome alcoólica fetal e microcefalia
inicio21/09/2026 às 07:00
]]> A história da mãe solo que adotou bebê com síndrome alcoólica fetal e microcefalia Pedro gosta de dançar, de música e, aos fins de semana, adora comer pastel e passear no furgão dos amigos feirantes em Franca (SP). Aos 23 anos, ainda frequenta o segundo ano do ensino médio em uma escola estadual e, apesar dos esforços, não consegue ler nem escrever, mas aprendeu a ajudar a mãe nas tarefas de casa. Cada risada, cada viagem, cada momento de socialização é uma vitória para Márcia Ferretto, de 57 anos, mãe solo atípica que adotou o menino quando ele ainda era um bebê prematuro, nascido com microcefalia e outras complicações. Filho biológico de uma dependente química, o jovem, que não fala e tem prejuízos no desenvolvimento cognitivo e físico, vive sob cuidados médicos, remédios e terapias batalhadas pela mãe adotiva, que desde sempre lida com problemas como síndrome alcoólica fetal, autismo severo de nível de suporte 3, paralisia cerebral unilateral, epilepsia e atrofia cerebral. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp 🔎 A síndrome alcoólica fetal (SAF) é um distúrbio grave e definitivo no desenvolvimento físico, mental e comportamental de um feto quando a gestante consome bebidas alcoólicas na gravidez. Márcia Ferretto e o filho Pedro, de 23 anos, de Franca (SP). Arquivo pessoal Essa luta mudou por completo a rotina de Márcia, que se divide entre o esgotamento diário, as recompensas que só amor incondicional proporciona e a angústia de pensar que poderá não estar para sempre dando suporte ao filho. "Esse é o meu principal medo. Com quem que ele vai ficar? O que vai acontecer com ele? As pessoas terão a mesma paciência que eu tenho? É um amor incondicional. Eu respiro o Pedro. Hoje eu não me vejo sem o Pedro", diz. Com a morte da mãe dela há dois anos, hoje ela se dedica quase exclusivamente aos cuidados do filho e atualmente depende do benefício de prestação continuada (BPC) para bancar as despesas de casa. "Estou tentando me aposentar, mas está bem complicado. Eu entrei na lei nova, não consigo me aposentar. (...) Eu levo ele [pra escola], corro aqui em casa e passo um aspirador, corro lá e pego ele, volto para casa, vou fazer uma…
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