Roubos aumentam no Leblon, bairro onde arqueóloga foi vítima de tentativa de latrocínio na Zona Sul do Rio
Rio de Janeiro17/10/2026 às 09:00
]]> Quinta-feira, dia de 15 outubro. Por volta das 14h, Tania Andrade Lima, de 81 anos, arqueóloga e professora aposentada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), caminhava pela calçada de uma rua do Leblon, um dos metros quadrados mais caros do Rio, quando foi abordada por um bandido após sair de uma agência bancária. Ela tentou evitar que o assaltante levasse sua bolsa, mas acabou sendo atingida por três tiros. Medicada, ela se recupera bem dos ferimentos e não corre risco de morte. Números divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) revelam o crescimento da incidência dos roubos no bairro nos nove primeiros meses de 2026. Roubos em série: antes de assaltar e balear idosa no Leblon, criminosos fizeram outras duas vítimas na Zona Sul do Rio Atrás das grades: Justiça mantém prisões de Canella e ex-chefe da Polícia Civil; operação apreende 20 veículos de luxo e 33 armas O roubo a pedestres foi o delito que mais aumentou na região. Foram 238 casos entre janeiro e setembro de 2026, contra 161 registrados no mesmo período de 2025. A comparação revela um aumento de 47,8% na incidência desse tipo de crime. Idosa é baleada em tentativa de assalto no Leblon — Reprodução O roubo de celulares no Leblon também aumentou. Nos primeiros nove meses de 2026, foram registrados 244 casos. Já de janeiro a setembro de 2025, houve 227 ocorrências. Os números mostram uma elevação de 7,5% desse tipo de delito na comparação entre os dois períodos. O roubo após saque, mesmo tipo de crime que vitimou Tania Andrade Lima, foi outro que aumentou. Nos nove primeiros meses de 2025, foi registrado apenas um caso. Já no mesmo período de 2026, foram registrados cinco casos. A Polícia Civil descobriu, por exemplo, que os dois criminosos responsáveis por assaltar e balear a arqueóloga nesta quinta-feira já haviam feito outras duas vítimas horas antes de a professora ser atingida pelos tiros. As ocorrências foram registradas em Copacabana e em Ipanema. Os dois homens fariam parte de uma quadrilha da região central do Rio que costuma atuar na Zona Sul. Um dos criminosos já foi identificado, mas seu nome não foi divulgado pela polícia para não atrapalhar as investigações. Ele tem…
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