Roda de samba que homenageia Djavan ganha edições em São Paulo e Minas Gerais
Rio de Janeiro31/10/2026 às 09:30
]]> Parecia um encontro de devotos de Djavan. Essa era a sensação de quem presenciou há dois domingos no Clube Renascença, no Andaraí, na Zona Norte, uma massa de mais de 2 mil fãs do artista, acompanhando em uníssono — como em oração —o repertório só com composições próprias ou gravadas pelo alagoado, executadas em ritmo de samba. Numa roda comandada por onze músicos, a celebração durou cerca de cinco horas. As paredes, como num templo, estavam decoradas com imagens do artista reproduzidas das capas dos discos. Assista: pescadores se mobilizam para salvar raia gigante presa em rede em Arraial do Cabo Carnaval: bastidores dos desfiles na Sapucaí são mostrados em série na internet — Um belo culto dominical — escreveu um internauta na página do projeto Pagodjafãs, junção da palavra pagode com o termo que denomina os admiradores do artista. Nascida de forma espontânea e despretensiosa, no começo do ano na calçada de um bar nas imediações da Praça da Cruz Vermelha, na região da Lapa, no Centro, a roda de samba deveria ter edição única. O objetivo era só comemorar o aniversário do ídolo, do qual os músicos também são fãs. Djavan nasceu em 27 de janeiro de 1949, em Maceió. Mas a iniciativa fez tanto sucesso que agora é o projeto que planeja seu primeiro aniversário. Antes disso, vai passar por São Paulo, em novembro, e Belo Horizonte, em dezembro. O músico Arifan Junior, um dos idealizadores, conta que quando o colega Rômulo Mariano sugeriu a homenagem, não esperava que desse tão certo: Teresa Cristina dá canja em roda que só toca Djavan Paula Dias/Divulgação — A ideia era nos reunirmos num barzinho e cantar Djavan. Fizemos um card destinado aos amigos, que foi publicado na internet e viralizou. No dia do encontro a rua fechou. Quem foi pediu bis e quem perdeu cobrou outra chance. Da calçada do bar, a roda foi para o Beco da Cultura, perto da Praça Quinze, onde realizou duas edições, em abril e julho. A do Renascença — a quarta —, com direito a canja da cantora Teresa Cristina, abriu um mês antes a venda de ingressos, esgotados em poucas horas. —Ainda estamos digerindo a proporção e o tamanho disso tudo — diz o músico Hugo Ojuara.
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