Rim transplantado de mãe para filha faz história e chega aos 111 anos de idade biológica
Destaques28/09/2026 às 03:11
]]> A história do rim transplantado mais antigo do mundo Um rim transplantado em 1969, época em que os transplantes ainda eram uma novidade no Brasil, continua funcionando no corpo de uma paciente e chegou aos 111 anos de idade biológica. O órgão era de Guiomar, com 54 anos quando fez a doação para a filha Maria Célia, que contou sua história para o doutor Drauzio Varella, em uma reportagem do Fantástico. O primeiro transplante de rim no Brasil aconteceu em 1964. Cinco anos depois, quando Maria Célia recebeu o órgão da mãe, o país realizava menos de 50 transplantes por ano. Hoje, o Brasil faz cerca de 27 mil transplantes por ano, sendo cerca de 6 mil transplantes renais, todos custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que distribui medicamentos para evitar a rejeição pelo resto da vida. Estima-se que mais de 140 mil pessoas passaram por transplantes de rins no país. Doutor Drauzio Varella e Maria Célia Lamounier, que recebeu rim da mãe em 1969 Reprodução/TV Globo Na juventude, Maria Célia apresentou um quadro de insuficiência renal, em que os rins perdem a capacidade de filtrar o sangue. Ela contou que sua mãe "não teve nenhuma dúvida em doar o rim". As duas viraram detentoras de um recorde: compartilharam um rim com 111 anos e que se tornou o órgão mais antigo do mundo a ter sido transplantado em uma pessoa ainda viva. Antes de Maria Célia fazer o transplante, ela fez três sessões de hemodiálise. A cirurgia levava cinco horas. Havia poucas opções de medicamentos para evitar a rejeição. Não existia ultrassom, tomografia computadorizada nem ressonância magnética. E o pós-operatório era cheio de riscos. "Nunca tive rejeição, nunca tive nenhuma intercorrência, nunca internei", contou Maria Célia, que disse que sua mãe também teve uma vida saudável. "Ela nunca ficou doente, ela nunca teve nada. Ela faleceu aos 97 anos, nenhuma complicação, nem nada". O médico nefrologista José Medina Pestana explica que a situação de Maria Célia é excepcional. Segundo ele, mesmo quando o órgão é recebido de um doador jovem ou falecido, um transplante que permanece funcionando por 57 anos ainda é uma condição rara, já que a maioria dura entre 20 e 30 anos. "Primeiro, foi a mãe…
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